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Mais 60 famílias de sem-terra acampam no Horto Florestal

Da Redação
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O grupo de 130 famílias que ocupou no final do mês passado uma área na região do Horto Florestal de Bauru ganhou o reforço de outras 60 que chegaram ontem pela manhã ao local. Elas vieram da região de Moji-Mirim. A informação é do diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Bauru, Itamael Paulo. A entidade presta auxílio ao Grupo Terra Nostra, responsável pela ocupação.

Paulo diz que as famílias vieram em carros, caminhões e ônibus. “Elas chegaram de surpresa. Nós estávamos esperando um novo grupo, mas ninguém sabia ao certo quando ele viria.”

O sindicalista afirma que mais gente deve chegar à região em breve. “A área tem espaço para, pelo menos, 300 famílias.” Ele conta que o maior problema do acampamento é a infra-estrutura. “Essas pessoas que chegaram hoje não possuem nem lonas. Precisamos com urgência de roupas, comida e qualquer outra doação.”

O objetivo dos acampados é pressionar o governo a promover novos assentamentos no Interior de São Paulo. Paulo diz que o grupo é pacífico. “As únicas armas deles são as enxadas e os facões.”

A propriedade da área do Horto Florestal gera polêmica. As terras pertenceriam à Ferrovia Paulista S/A (Fepasa), que cedeu o direito de exploração a duas empresas. O lotedaor Luiz Carlos Pagani, no entanto, afirma que o setor ocupado foi comprado por ele de terceiros. Desde que o acampamento foi montado, a Polícia Militar tem feito rondas constantes para evitar incidentes.

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