Espírito Santo do Turvo - Ao contrário do que estava previsto, não foi divulgado ontem o nome da empresa que deve administrar a Usina Sobar, de Espírito Santo do Turvo (62 quilômetros a Sudoeste de Bauru). O anúncio oficial foi adiado para o próximo dia 5 de junho. No entanto, o futuro proprietário deve ser conhecido já na próxima semana.
De acordo com representantes do Banco Rural Leasing Arrendamento Mercantil, com sede em Belo Horizonte, a venda da usina está praticamente acertada. Mesmo assim, preferiram manter “sigilo comercial” e não anunciaram o nome da empresa que deve assumir os bens e as dívidas da Sobar.
Durante a reunião de ontem, na Justiça do Trabalho de Ourinhos, ficou definido que a empresa que comprar a usina assumirá também todas as pendências trabalhistas.
Segundo levantamento feito pelo banco, a dívida com os atuais e antigos funcionários da Sobar está em torno dos R$ 40 milhões.
Ficou acertado também que o pagamento referente ao mês de maio será pago no início do próximo mês. Sem álcool para vender, a folha deve ser coberta integralmente com recursos do próprio banco.
Com cerca de 500 funcionários, a folha de pagamento da usina gira em torno dos R$ 380 mil.
Na reunião do próximo dia 5, o presidente do Sindicato das Indústrias Químicas, do Álcool e Farmacêuticas de Ipaussu, José Carlos de Paula, disse que vai reivindicar, junto aos novos proprietários, a estabilidade de emprego por pelo menos um ano.
Enquanto não se define o futuro da usina, os trabalhadores continuarão parados.
Frustração
Apesar da frustração, pela falta de uma decisão definitiva, a reunião de ontem foi considerada satisfatória pelo sindicato da categoria.
De acordo com o sindicalista, o advogado do Banco Rural, Ivan Mercedo de Moreira, garantiu que a negociação para a venda da usina está praticamente encerrada. Segundo ele, falta apenas acertar alguns detalhes do contrato. A previsão é de que tudo esteja definido já na próxima semana.
A reportagem tentou entrar em contato com o advogado do Banco Rural, mas ele não foi encontrado.
O banco tomou posse dos bens da usina no início do mês passado, mediante determinação judicial. A dívida da Sobar com o Banco Rural é superior a R$ 25 milhões, segundo informou a assessoria da instituição financeira.
Em maio do ano passado, usina e banco fizeram um acordo para saldar a dívida. Os bens da Sobar entraram como garantia de que o acordo seria cumprido. Como não o foi, o banco tomou posse deles e agora tenta repassar a usina para outra empresa.