Auto Mercado

Uma questão de cálculo

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar da comodidade de poder escolher qual combustível usar para encher o tanque, o Gol Total Flex, o primeiro veículo do País capaz de rodar com álcool e gasolina em qualquer proporção lançado recentemente pela Volkswagen, exigirá de quem o compra seguir uma fórmula para atingir a economia necessária na hora de abastecer.

A questão é: quando andar com álcool ou com gasolina? A resposta foi dada pela própria Volkswagen, durante evento organizado pela montadora à imprensa automotiva, com a presença do AutoMercado&Cia, que antecedeu o test-drive do veículo.

Segundo João Alvarez, executivo da fábrica, basta efetuar um cálculo simples para encontrar a solução do caso. Quando o preço do álcool na bomba atingir até 70% do valor do da gasolina, é vantagem decidir-se pelo primeiro composto. “Já se esta porcentagem ultrapassar os 70%, o motorista deve optar pela gasolina”, enfatiza ele.

O executivo destaca que, desde seu lançamento, o Total Flex tem recebido uma média semanal de 400 encomendas pela internet, atualmente o único meio de adquiri-lo. “Nossa expectativa é que, no mix de comercialização, ele responda por até 10% das vendas”, estima.

Alvarez ressalta, ainda, que o Total Flex também será implantado brevemente em versões da Saveiro e Parati, além de equipar futuramente veículos com motor 1.0, atualmente os “donos” do mercado nacional com cerca de 60% das vendas. “Isso já está em estudos”, revela.

Para Alvarez, além das vantagens naturais do sistema, o Total Flex é capaz de fazer o veículo rodar até mesmo com um combustível “batizado”. “Ele irá funcionar fora de suas condições ideais, mas trabalhará”, garante ele.

E como seria o comportamento dinâmico do Gol Total Flex em ruas ou estradas? O AutoMercado&Cia testou o modelo em um percurso de aproximadamente 200 quilômetros entre São Paulo e Guarujá.

Comparando com a versão movida apenas a gasolina do Gol Power 1.6, a plataforma escolhida para receber o Total Flex, não há diferenças de rendimento. Na ida para a praia paulista, o modelo utilizou apenas álcool no tanque, que foi abastecido com gasolina para o retorno.

Em ambas as situações, o carro e, principalmente o motor, respondeu à altura: boas retomadas de velocidade, fôlego nas ultrapassagens e consumo contido de combustível.

Para resumir, o Total Flex é um Gol que, se não contassem ao motorista estar equipado com o sistema, certamente o mesmo não notaria qualquer diferença de performance em relação ao seu “irmão” Power a gasolina.

Comentários

Comentários