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Óleo garante 'saúde' ao motor

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Se você é daqueles motoristas que só lembram do óleo do motor na hora de algum vazamento, saiba que a correta lubrificação é um dos pontos fundamentais para se garantir a vida útil do propulsor do seu carro.

Por essas razões, tão importante como saber os tipos de lubrificantes existentes no mercado é entender o significado das siglas e dos números que eles trazem em suas embalagens.

Além disso, há uma série de cuidados a serem tomados com o óleo do motor. Para o engenheiro mecânico e professor bauruense Luis Daré Neto, a lubrificação é tão importante que deveria ser encarada como uma questão de segurança pelos donos de automóveis. “Ela é um dos aspectos mais importantes para que a longevidade esperada do propulsor seja alcançada”, considera ele.

Por isso, o momento certo para substituí-lo é uma das principais regras a serem seguidas. Daré Neto ensina que o óleo deve ser trocado sempre na quilometragem recomendada no manual do proprietário do auto. “Os fabricantes têm recomendado intervalos cada vez maiores, pois os aditivos presentes em sua composição estão sofisticando-se”, afirma.

No entanto, acrescenta o engenheiro, é imprescindível que o lubrificante a ser utilizado seja sempre o mesmo. Misturar produtos de marcas diferentes não é recomendável. “É um procedimento mandatório, porque os diferentes aditivos podem reagir entre si e comprometer a qualidade e a eficiência do óleo”, alerta ele.

O professor destaca que o proprietário deve observar, ainda, a necessidade ou não da troca conjunta com o respectivo filtro, componente responsável pela retenção de impurezas e que impede a passagem das mesmas para o motor. “Normalmente, a substituição do filtro é feita a cada duas trocas de óleo. Ignorá-la pode provocar lubrificação inadequada e deficiente do motor”, adverte.

Feito isso, o próximo passo é atentar-se para o nível correto do óleo. Segundo Daré Neto, enquanto o fluido localizar-se em qualquer posição entre os níveis mínimo e máximo das varetas de verificação, não há motivos para preocupação. “O que não pode é ele ficar abaixo ou acima dos traços”, explica ele.

Em ambos os casos, o prejuízo é certo, enfatiza Daré Neto. Se o óleo ficar abaixo do mínimo da vareta, o motor pode ser prejudicado por falta de lubrificação e corre o risco de fundir. Já se estiver acima do máximo, o óleo em excesso é queimado na câmara de combustão, sujando velas e válvulas, e o fluido será consumido mais rapidamente.

Entretanto, para evitar uma análise incorreta do nível, ela deve ser feita sempre com o motor frio e em locais planos. “Realizá-la com o propulsor quente dará uma medida falsa, pois parte do óleo estará sendo utilizado para lubrificá-lo.

O mesmo ocorrerá no caso da verificação em uma subida, que deslocará certa quantidade do líqüido para um só lado”, explica Daré Neto.

Medidas desnecessárias

Mas será que os carros mais antigos podem utilizar óleos de última geração? Segundo Daré Neto, apesar de ser perfeitamente possível e sem nenhuma contra-indicação mecânica, tal medida não significará que a vida útil do motor será aumentada.

“Além disso, a pessoa estará jogando dinheiro fora, pois eles custam mais caro. Usar um lubrificante superior ao recomendado pelo fabricante é a mesma coisa que querer matar um passarinho com um canhão, o que você conseguiria usando apenas um estilingue”.

O engenheiro argumenta que um procedimento comum, o de completar o óleo antes das trocas recomendadas em virtude da queda do seu nível, nem sempre é necessário. Daré Neto ressalta ser “normal” ele cair, em média, meio litro a cada 1000 quilômetros. “O nível no meio da vareta, por exemplo, não exige adição de mais lubrificante. Isso porque o motor funciona normalmente até atingir a marca mínima”, revela.

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