Bairros

Desinformação preocupa

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Será que nos prédios e condomínios residenciais de Bauru há orientação sobre como proceder em caso de incêndio? Nem sempre.

Silvio Rybezynski, síndico do condomínio das Camélias, explica que nos 46 blocos há dois extintores por andar, além do hidrante. As escadas contam com luzes de emergência e corrimãos.

O prédio está equipado, mas Silvio, que assumiu o cargo de síndico há apenas dois meses, não confia na desenvoltura dos moradores para utilizar os acessórios em caso de necessidade.

Por esse motivo, ele pretende promover orientações sobre os equipamentos de segurança. “Não adianta nada ter o equipamento e não saber como utilizar”, avalia.

Na semana passada, ele trocou todos os extintores do condomínio, num investimento de R$ 2 mil. “É um gasto necessário e indispensável”, frisa Rybezynski.

Natasha Santana Cavalieri, síndica de um prédio residencial localizado no Jardim Panorama, acredita que os moradores também não saberiam utilizar os equipamentos de segurança em caso de incêndio.

Ela alega que nunca havia pensado na possibilidade de promover orientações sobre procedimentos de emergência.

De acordo com o major Dilson Pedro Saltoratto, comandante interino do 12.º Grupamento de Bombeiros, em prédios novos com mais de 750 metros quadrados de área construída é obrigada a formação de brigada de incêndio.

Ela deve ser composta por pessoas ligadas ao prédio, que tenham permanência diária mínima de oito horas no local.

O objetivo é treinar para questões teóricas sobre o fogo, regras de segurança preventivas, equipamentos de proteção (uso e manuseio) e procedimentos em caso de emergência. As orientações podem ser feitas por técnicos ou engenheiros de segurança no trabalho ou por oficial do Corpo de Bombeiros.

Vistoria

O JC acompanhou uma vistoria do Corpo de Bombeiros a um edifício residencial de sete andares.

Entre as irregularidades apontadas pelos profissionais, estava a falta de uma peça do registro de recalque, utilizada para encaixar a mangueira dos bombeiros e puxar ou fornecer água para o prédio.

O sistema de alarme também não estava adequado porque não havia botoeiras de alarme em todos os andares nem funcionário durante as 24 horas do dia na portaria para comunicar incidentes por interfone.

Quanto ao sistema de hidrantes, as mangueiras não estavam armazenadas na posição correta para fácil manuseamento (em ziguezague ou aduchadas).

As portas corta-fogo das escadas de emergência não estavam fechando corretamente. Isso é importante para evitar que a fumaça vá para a escada.

Nas escadas, não havia corrimão de ambos os lados e a bomba de pressurização não estava protegida (isolada).

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