No processo de formação dos alunos de graduação de todas as áreas do conhecimento, e aqui em especial na de Administração, o professor preocupa-se em passar- lhes a maior dose possível de informações, conceitos éticos, morais e de disciplina, visando sua preparação de maneira adequada para o mercado de trabalho. O esforço é grande e necessário. Se de um lado o aluno necessita de uma sólida formação para enfrentar num futuro próximo, o mercado de trabalho, de outro há dificuldades a serem transpostas, como a falta de motivação, condições sócio-econômicas desfavoráveis e até afetivas, que envolvem esses alunos diminuindo acentuadamente sua capacidade de aprendizado.
Entretanto, este mesmo professor não deverá se esquecer que seus alunos possuem certas habilidades que devem ser trabalhadas em benefício deles próprios. Não só aquelas que trazem consigo, mas o incentivo para o desenvolvimento de outras, é muito importante.
Mas não basta que eles possuam habilidades; é necessário que tenham as devidas competências para transformá-las em ações positivas, dando condições para amplas realizações no campo profissional. É importante que eles consigam “realizar†e que tenham um perfil de pessoas “competentesâ€, capazes de fazer acontecer. Não raro, alunos muito bem formados sentem-se incapacitados para exercer determinadas funções, por falta de iniciativa para determinados empreendimentos. A iniciativa é de grande valia e é uma das habilidades necessárias, para todos os profissionais e não só para os iniciantes.
Assim, o professor, além de atualizado, deverá estar sempre vigilante e preocupado em formar profissionais competentes nas várias áreas da gestão empresarial, para que possam fazer “acontecer†na prática o que aprenderam na escola.
Na área de Administração de Talentos, são de muita importância os conhecimentos sobre Reestruturações nas Organizações, Recrutamento e Seleção de Pessoal, Treinamento, Benefícios, Plano de Cargos e Salários, Desenvolvimento Organizacional, Higiene e Segurança do Trabalho, dentre outras funções. Isto credencia o futuro profissional a colocar em prática conceitos adquiridos na universidade, buscando as formas mais modernas e adequadas de estruturas, sempre tendo em mente o alcance da melhor performance de sua equipe. Assim, será capaz de tomar decisões certas e rápidas. Para isto deverá conhecer técnicas e ferramentas corretas, como montagem de layout, entendimento de fluxogramas administrativos e construção de organogramas dentro de técnicas adequadas. A título de ilustração, lembramos que em pesquisa efetuada por este autor, envolvendo empresas no município de Bauru no ano de 2000, envolvendo empresas com mais de 99 empregados, constatou-se que um percentual muito pequeno dessas organizações, tinham organograma definido, o que significa falta de organização mínima para que as mesmas pudessem executar com certa ordem suas principais funções. Uma estrutura organizacional bem definida faz parte de um correto planejamento estratégico de qualquer organização, conceito que deve ser implantado por aqueles que detêm o conhecimento científico, ou seja, o aluno que leva consigo o que aprendeu na Universidade.
Ademais, esses jovens devem receber boa dose de incentivo para que busquem a “iniciativa†necessária para implementação de seus projetos. Estas habilidades, complementadas por uma relativa capacidade para entendimento do ciclo de vida em que se encontra sua organização, darão melhores condições para decidir com clareza o rumo a ser seguido pela mesma.
Como se nota, não é tão simples ensinar a administrar, mas é possível que professores e alunos tornem este campo abstrato em algo mais prático, em benefício do profissional da área de administração e da própria organização. (O autor, Francisco Giglioti, é mestre em Gestão Empresarial e professor da Faculdade de Ciências Econômicas de Bauru, ITE.e-mail: fgiglioti@uol.com.br)