Política

José Zito vai seguir a cartilha do partido


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O servidor público municipal de carreira José Carlos Zito Garcia, 45 anos, primeiro suplente de vereador do PPS, assumirá a vaga de Walter Costa (PPS) na segunda-feira e avisa: “Vou cumprir as recomendações do meu partido.”

Filiado ao PPS, legenda que também abriga o prefeito Nilson Costa, Zito só disputou duas eleições: a de 1992, na qual teve 637 votos, e a de 2000, diplomado primeiro suplente do partido com 947 votos.

Por trabalhar na Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, o mais novo vereador da Câmara é intimamente ligado à categoria dos feirantes, mas diz que também vai trabalhar pelos servidores públicos municipais.

Pouco depois da renúncia de Walter Costa, ele concedeu a seguinte entrevista ao JC:

Jornal da Cidade - A relação do senhor com a política se deu como? José Zito - Foi em 1992. Na época, os feirantes passavam por alguma dificuldade, como a falta de representação. Como sempre atuei no meio sindical, os incentivei a montar uma associação. E nesse sentido, os feirantes pediram que eu me candidatasse para representar a categoria.

JC - Em relação as demais campanhas à Câmara Municipal, a do senhor foi até singela. Valeu mais a penetração na categoria dos feirantes? Zito - Como funcionário da Prefeitura de Bauru, a gente trabalhou só com os recursos que o partido ofereceu, como os folhetos e panfletos. Não tinha dinheiro. Cheguei na condição de primeiro suplente pedindo voto mesmo.

JC - O senhor tem receios de assumir mandato na Câmara Municipal justamente nessa época de denúncias de irregularidades? Zito - Eu me coloquei como candidato para trabalhar pela população da cidade. Vou assumir com disposição. A gente fica como um jogador de um time de futebol que está no banco: agora chegou a vez de entrar em campo e mostrar nosso trabalho.

JC - Como o senhor pretende interferir a favor dos servidores, categoria que sofre com os baixos salários? Zito - Acho que o servidor municipal merece um plano de carreira. O servidor de carreira entra apertando parafuso e aposenta apertando parafuso. Na empresa privada, não é assim. A gente acredita que todos numa empresa, estatal ou privada, devem ter oportunidades de conquistar espaços e chegar até mesmo à diretoria.

JC - O fato de o senhor ser servidor municipal e agora na condição de vereador o constrange diante de denúncias de irregularidades contra a administração? Zito - Tenho visto que ser da bancada da situação é uma questão difícil porque você atua como vidraça. A situação confortável das pessoas trabalharem como estilingue, como oposição, é como - mais ou menos - a gente ter um vizinho que tem problemas e a gente começa a criticá-lo sem dar a oportunidade de defesa e sem saber o que realmente se passa. Foram tomadas as providências em relação as denúncias. Instalou-se uma comissão de sindicância interna para apurar o caso. Também tenho acompanhado de perto os documentos da Conam e do Tribunal de Contas, onde os governos fazem esse tipo de procedimento quando não há condições de armazenamento de carne, de arroz, como é o caso de Bauru.

JC - Qual será o seu comportamento político na Câmara? O senhor é um homem de partido? Zito - Na condição de filiado ao PPS, sou o PPS. O que for decicido entre os colegas do partido, a gente vai trabalhar. Tenho que fazer isso até mesmo porque a gente tem uma ideologia partidária. É o que espero dos nossos parceiros.

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