Economia & Negócios

Mães elevam as vendas em até 30%

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A expectativa positiva dos comerciantes de Bauru para o Dia das Mães acabou se confirmando. Eles registraram um aumento de 10% a 30% nas vendas em relação ao ano passado. Os estacionamentos particulares também saíram ganhando.

O proprietário de uma loja de calçados, Luís Henrique Moreira, diz que faturou 15% a mais do que em 2002 no mesmo período. Ele atribui isso a dois fatores. “Tivemos os 20% de aumento do salário mínimo e o frio.”

Moreira afirma que o maior movimento foi registrado no sábado. “O brasileiro continua deixando tudo para a última hora.”

O gerente de um magazine, Wagner Caetano, conta que o resultado das vendas foi satisfatório. “O comércio de Bauru ficou retraído de fevereiro a abril, mas agora foi diferente. Temos uma cota estipulada pela empresa e conseguimos ficar acima dela. O aumento foi de 10% a 20%.”

Caetano diz, porém, que alguns setores da loja não acompanharam o mesmo desempenho. “Na parte de televisores e linha branca (fogões, geladeiras), as vendas foram iguais as do ano passado. A linha que mais cresceu foi a de presentes.”

Já o gerente de vendas de uma loja de confecções, André Ribeiro Miranda, tem ainda mais motivos para comemorar. Ele contabiliza um ganho de 30%. “O frio ajudou bastante, pois as roupas de inverno dependem dele.”

Miranda afirma que a sexta-feira, quando as lojas ficaram abertas até as 22h, foi um dia de ótimos negócios. “Vendi 40% a mais do que no ano passado nessa mesma data.”

Lotado

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru, Sérgio Evandro do Amaral Motta, diz que o balanço do Dia das Mães foi muito positivo. “Ainda não temos dados oficiais, mas setores como o de confecções venderam bem. No geral, todos tiveram bons resultados.”

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, os resultados foram melhores do que o esperado. “Antes, estávamos contando com um desempenho igual ao de 2002, mas conseguimos ter um aumento de 10% na média geral.”

Se entre os comerciantes a euforia foi grande, o mesmo pode ser dito com relação aos donos de estacionamentos particulares. Eles registraram grande movimento no sábado, dia de pico das compras.

“Desde dezembro, não tínhamos um movimento tão bom”, afirma José Cacciola Júnior. Ele conta que as 45 vagas que possui ficaram preenchidas durante a maior parte do tempo.

O funcionário de outro estacionamento, Valdemar da Silva Júnior, confirma a grande procura dos motoristas. “Chegamos a ter lotação completa das 60 vagas em alguns horários.”

O proprietário Valter Rodrigues de Campos Júnior, dono de um estacionamento na rua Ezequiel Ramos, diz que o movimento de sábado já era previsto. “Na véspera do Dia das Mães, normalmente é assim. As lojas ficaram lotadas e muita gente acabou indo embora sem comprar o presente.”

Ele afirma que foi obrigado a fazer alguns sacrifícios para dar conta do trabalho. “Nós nem almoçamos. As 70 vagas ficaram cheias, mas a gente sempre dá um jeitinho de caber mais um.”

Para Campos Júnior, a grande decepção ficou por conta da sexta-feira. “O movimento foi fraco. Faltou divulgar mais que as lojas estariam abertas até tarde. Além disso, os comerciantes precisam abrir à noite pelo menos uma vez por semana para criar um hábito nos clientes.”

Com a procura tão grande pelas vagas, pelo menos um estacionamento ficou vazio, o do edifício garagem, na esquina das ruas 13 de Maio e Bandeirantes. O prédio, que foi lançado em 1992 e já está pronto, seria a solução para amenizar o problema da falta de vagas no centro, mas continua fechado.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Roberto Rufino, diz que os proprietários do local ainda não têm uma previsão para inaugurá-lo. “Mas eles continuam se reunindo para tratar do assunto.”

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