Esportes

Airton Daré otimista para conseguir vaga na Indy-500

Da Redação com Lancepress!
| Tempo de leitura: 2 min

Indianápolis - O piloto brasileiro Airton Daré, da equipe A.J. Foyt, comemorou o seu desempenho nos treinos livres de ontem em Indianápolis. Ele considera que tem plenas condições de garantir uma vaga no grid para as 500 Milhas, que acontecem no próximo dia 25. O Pump Day, espécie de repescagem que definirá as posições do 25º ao 33º colocado, acontece neste domingo.

Daré completou 30 voltas, a melhor em 357,1392 km/h de média, cerca de 4km/h pior que Sarah Fischer, que no primeiro treino obteve o 24º e último lugar no Pole Day. O brasileiro terminou o dia em 22º lugar.

“Ficar tanto tempo parado fez com que eu estranhasse as velocidades de cerca de 400 km/hora que se atinge nas retas, mas depois da primeira parada tudo voltou ao normal”, disse Daré.

“Na volta em que fiz 357 km/h eu estava muito longe do limite, guiando com uma prudência até exagerada. Além de estar com o aerofólio bem mais inclinado do que o normal, ainda estava aliviando o acelerador na curva Um, o que não se faz nem com tanque cheio,” afirmou o piloto.

“Ainda tem muito para ser tirado do carro e eu ainda estou um pouco destreinado, tenho certeza de que não vou ter a menor dificuldade para garantir uma posição no grid - acredita o brasileiro”. Airton também comentou a evolução dos carros da IRL para esta temporada, em relação ao ano passado.

“A evolução foi enorme, o que mostra o acerto das regras introduzidas neste ano para os chassis e o motor Toyota é muito mais forte que o Chevrolet do ano passado. Mas mesmo com tudo isso, tem certas características que permanecem iguais: a superioridade dos Dallara nas provas de classificação e a maior consistência do G-Force durante as corridas nos circuitos longos, como é o caso de Indianápolis, disse” .

Mas nem tudo foi alegria para Daré. Um pouco Chateado com as consequências da falta de potências dos motores Chevrolet neste ano, ele lamentou a decisão da equipe PDM de não participar das 500 milhas, deixando seu amigo Jimmy Kite fora da prova. “É muito ruim isso que está acontecendo”, disse Daré.

Até a Menard, equipe oficial da Chevrolet, está com medo de perder seus patrocinadores.“Isso é péssimo, a ausência de equipes de tradição tira o brilho da corrida”, finalizou o bauruense.

Comentários

Comentários