Há várias nações marcadas por regiões - cidades e vilas - nas quais a modernidade ainda não chegou, demorando para aportar. O panorama é o mesmo de quando foram plantadas há séculos. O casario continua como dantes, apenas mais escuro como breu... Fora disso, está como era! A cultura segue do tamanho que tinha desde o alvorecer da comunidade. Todas, não obstante centenárias, fecharam os olhos à paisagem moderna que caracteriza milhares de congêneres mundo afora, as quais, vencendo os desafios da antigüidade, jogaram por terra os obstáculos surgidos à sua frente e passaram a adotar o modernismo urbanístico, transformando-se pouco a pouco em elogiáveis exemplos de inovações futuristas.
Das razões que existem para o estacionamento das regiões asiáticas e africanas pergunta-se no mundo todo, querendo saber por que elas se contentaram em passar o tempo não tentando jamais alcançar as estrelas ou o estrelato adotado pelo resto de suas irmãs. Ainda não descobriram tais comunidades a chave para compreender a vida moderna, reinante desde séculos, e pensam utilizar indefinidamente as chaves falsas que resultam no receio das implicações da era nuclear, na aflição das pequenas e grandes guerras como a que todas presenciaram, na vexatória instabilidade econômica que a todos dificulta, na ordem social em plena decadência e na desvalorização dos valores bem considerados pelos países futuristas? É possível que sim e talvez residam aí os motivos que, lembrando da famosa Torre de Babel, praticando tantas línguas diferentes e incompreensíveis, empurrem aqueles velhos povos para a primitividade e o esquecimento do papel que lhes compete na modernização de toda a humanidade e de suas cidades e não só das comunas que se considerem privilegiadas para alcançar facilmente as inovações ou emanações inerentes aos últimos séculos.
Tem-se em conta que a chave mágica, verdadeira por si só, não se encontra pendurada nos mostruários comuns do grande teatro do mundo e exija que seja procurada e usada pelos atores uniformizados que tenham desejo de se apresentar em público e se tornarem evoluídos como os demais. Precisam descobrir a chave rompedora do portal da modernidade para que não continuem estacionados como até aqui, indiferente aos sopros dos ventos. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). Adendo: Estamos recebendo do reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, Padre Victório de Almeida, ofício agradecendo a cobertura dada pelo JC ao 1.º Encontro da 3.ª Idade, realizado dia 01/05 no Santuário. Ele destaca: “Sem dúvida, a amplitude do Encontro deveu-se aos chamados do Jornal da Cidade, pois aproximadamente 500 pessoas estiveram presentes. Muito obrigado e que Deus e Nossa Senhora Aparecida, nossa Padroeira, os abençoem sempre.”