Regional

Piratininga reabre velório municipal

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - Depois de passar sete meses em reforma, o velório municipal de Piratininga (15 quilômetros a Sudoeste de Bauru) foi oficialmente reinaugurado. Enquanto o local esteve fechado, os moradores passaram a velar os mortos em salões improvisados, o que acabou gerando uma série de protestos.

A reforma custou cerca de R$ 32 mil e a despesa foi dividida entre a prefeitura e a Organização Terra Branca. Enquanto a primeira bancou os custos com a mão-de-obra (estimado em R$ 10 mil), a segunda pagou todo o material usado na obra (cerca de R$ 22 mil).

Do velório antigo sobraram apenas as paredes. O resto, segundo informou o prefeito Odail Falqueiro (PFL), foi modificado.

Antes, a passagem de uma sala para outra era livre. Quando coincidia de haver dois corpos sendo velados ao mesmo tempo, as famílias misturavam-se na cozinha; pois havia apenas uma. Agora, as salas estão divididas e não há contato entre as famílias.

A reforma incluiu ainda a troca do piso, a colocação de azulejo até o teto, pintura nova, telhado e bancos também novos. Ventiladores e luminárias que não haviam no prédio antigo passaram a fazer parte do novo.

Em 14 anos de existência, o velório municipal nunca havia passado por uma reforma antes.

Se hoje o prefeito comemora a entrega de um espaço mais “confortável” aos moradores, antes teve de enfrentar críticas de vereadores e da própria população.

Sem ter um local fixo e adequado para velar os corpos, parte dos moradores passaram a mostrar descontentamento com a situação.

Na época, eles defendiam o fechamento de uma sala de cada vez para a reforma. No entanto, essa sugestão foi prontamente descartada pelo prefeito. De acordo com ele, não havia como mexer no prédio com pessoas lá dentro. “O cheiro de tinta, o barulho, a poeira; tudo isso iria deixar o clima ainda mais tenso e desagradável”, alegou o prefeito.

Enquanto o velório esteve fechado, foram usadas as dependências do salão paroquial e do Rotary Club.

O próximo passo, segundo Odail, será construir um necrotério e uma sala para exames necroscópicos. Ambos devem ser construídos nos fundos do velório, segundo adiantou o prefeito.

Assim como a reforma do velório, a obra deve ser feita em parceria com a organização. O custo estimado é de R$ 20 mil.

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