Tribuna do Leitor

Mãos na massa


| Tempo de leitura: 2 min

Conheço alguns professores de jornalismo da Unesp-Bauru e sei que eles ensinam muito bem. O problema é que alunos como Douglas Romano não conseguem aprender as lições direito e por isso não entendem um simples texto de dez linhas. Nada contra reivindicações estudantis, muito pelo contrário. Minha crítica era sobre mamar nas gordas tetas do Estado. Qualquer dor de barriga, e busca-se culpar o governo! Pegar na enxada que é bom, necas de pitibirabas! Na minha simplicidade de ver a questão e como você gosta muito de conselhos, poderia seguir o exemplo já feito aqui em Bauru, na década de 60. Liderados pelo estudante Joaquim Mendonça, os alunos de direito da ITE resolveram erguer a Casa do Estudante. Já no tradicional trote, ao invés daquelas bizarras brincadeiras os veteranos exigiam que cada calouro trouxesse alguns tijolos. Também fizeram uma campanha junto à comunidade, conseguindo outros materiais. Em mutirão, ergueram o edifício que durante muito tempo foi pousada para estudantes que não podiam pagar a moradia. Não ficaram choramingando alguns trocados junto ao Estado, o que é muito fácil. Outra sugestão: buscar empresas de grande porte que bancasse a construção, po exemplo: a Coca-Cola, que tem favores fiscais de R$ 300 milhões por ano e bem podia auxiliar nesta e outras questões educacionais. Sugiro também que você e estudantes de áreas afins possam se unir nesse interesse comum; capinando o mato, amassando barro, fazendo tijolos (com a tecnologia de ponta que tem aí), e pondo a mão na massa, construíssem suas reivindicadas moradias. Tem terreno de sobra no cerrado e acho que o Estado não se negaria a ajudar com os professores dando instruções, né mesmo? Por último: fazer um movimento reivindicando a obrigatoriedade dos graduados e pós, servirem à comunidade, em sua área, por um período restrito, repondo ao povo um pouco daquilo que este lhe forneceu. A sociedade agradeceria bastante. (Pedro Romualdo)

Comentários

Comentários