Lendo e ouvindo diversos meios de comunicação sobre as reivindicações dos professores das três maiores universidades paulistas que pediram aumento salarial de 25% e acharam pouco os 14,5% dado pelo governo estadual, fiquei indignado! Agora pergunto: qual a diferença entre esses profissionais e os que lecionam na Rede Pública Estadual, se lidam com o mesmo público, ou sejam: alunos. Está certo que o professores universitários trabalham estes produtos em sua fase final, sendo que os professores do Ensino Fundamental e Ensino Médio cabem trabalhar com o produto ainda bruto, e têm que moldá-los, para que cheguem às universidades prontos para serem lapidados. No meu modo de ver, os professores da Rede Pública deveriam receber uma boa fatia de aumento, e não apenas 5% como foi dado no ano de 2002, e estão sem previsão de aumento para este ano, pois o sr. governador diz não poder ultrapassar a cota usada ao pagamento de funcionários públicos, mas tem para as universidades.
Para as pessoas que prestam serviços ao sr. governador, no mesmo estilo do S.N.I. dos anos 70, filtrando informações, que sugiram ao mesmo que faça como o saudoso Getúlio Vargas, que se transformou em “Pai do pobres e mãe dos ricos” quando elaborou as leis trabalhistas, e, dar aos formadores da base educacional o devido respeito, e não fazer tantas diferenças entre esses profissionais. Será que o custo de vida só subiu para os que trabalham nas universidades? Somente eles é que têm direito a fazer cursos e comprar livros para melhor se aperfeiçoar? Ou a diferença está no prestígio da categoria das entidades de defesa de classe? Cabe ao chefe maior do nosso Estado as devidas respostas, e, se o mesmo pretende chegar a Brasília, não custa nada investir nos formadores de opinião da maioria de seus futuros eleitores... (Antonio Miguel Edaes Inete)