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Hospital Estadual já atende pacientes de lista de espera

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Oitenta pacientes que aguardavam em lista de espera a oportunidade para fazer uma cirurgia não-emergencial já foram encaminhados ao ambulatório do Hospital Estadual (HE) pela Central Reguladora de Serviços (CRS). Do total, 20 tiveram confirmada a indicação para cirurgia. Com a demanda, o movimento no centro cirúrgico do hospital aumentou 50%, mas ainda está 55% aquém da meta fixada pela Secretaria do Estado da Saúde.

Dados do próprio HE apontam que a previsão estabelecida era operar 80 pacientes por mês, mas por enquanto cerca de 45 são submetidos ao procedimento. Conforme o JC publicou recentemente, antes o número não passava de 30.

O volume de operações cresceu desde a criação da CRV, órgão da Direção Regional de Saúde (DIR-10) que tem a atribuição de controlar o fluxo e o agendamento de cirurgias não emergenciais.

Tanto a diretoria do HE quanto da DIR-10 confirmam a informação. Elas também são unânimes em apontar as razões que justificam a ociosidade do centro cirúrgico do HE, que atualmente tem capacidade para fazer 150 operações por mês.

“Parte dos pacientes chega ao ambulatório do hospital com recomendação para cirurgia, mas aqui constatamos que ela é desnecessária. Outras cirurgias não são realizadas porque ainda dependemos do funcionamento das unidades de tratamento intensivo (UTI), previsto para a próxima semana. Temos ainda pacientes que precisam passar por tratamentos anteriores”, explica o diretor técnico do HE, Carlos Alberto Macharelli.

O diretor técnico da DIR-10, Affonso Viviani, ressalta ainda que os encaminhamentos realizados pela CRS estão em fase inicial e a expectativa é que, com o tempo, a demanda aumente. A CRS foi criada há pouco mais de 20 dias, depois que Associação Hospitalar de Bauru (AHB) suspendeu as internações feitas mediante agendamento para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Números

Com o impedimento, decorrente de um crédito da AHB de R$ 2 milhões junto ao Ministério da Saúde, foram canceladas 32 cirurgias que já estavam agendadas no Hospital de Base (HB). Esses casos foram identificados pela CRS e pela Ouvidoria da DIR-10 e encaminhados ao ambulatório do HE.

“Outros quatro casos também serão recomendados ao HE, mas os pacientes ainda devem ser contatados. Temos ainda os casos indicados pelo Ambulatório de Especialidades do SUS, que não passaram pela Ouvidoria. São 14 cirurgias que também serão agendadas para o hospital”, esclarece Viviani.

De acordo com ele, a CRS ainda se apropriou da lista de espera das especialidades de otorrinolaringologia e pediatria infantil. Na primeira, constataram 99 pacientes na fila. A central os procurou e constatou que 26 não precisavam mais da operação. Do total, 30 já foram encaminhados ao HE.

“O HB não suspendeu as cirurgias pediátricas. Quando o HE constituir sua equipe, a demanda de operações infantis será distribuída entre os dois hospitais. A gente ainda está fazendo um diagnóstico das listas. A demanda já identificada está sob controle. Com esse trabalho (da CRS), o HE deve operar com capacidade máxima. Tínhamos expectativa que o hospital gerasse uma demanda própria, o que não aconteceu”, acrescenta o diretor da DIR-10.

Principalmente na especialidade de otorrinolaringologia, as indicações para cirurgia não se confirmam, explica Macharelli. Segundo ele, a maioria das operações realizadas pelo HE atualmente são de hérnia.

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