• Fusões
Assim como foi citado recentemente neste espaço sobre as possibilidades de grandes fusões e aquisições de empresas no setor supermercadista, essa mesma tendência está sendo apontado para o segmento de comunicações. Segundo analistas de mercado, o processo de consolidação, fusão e aquisição neste setor deverá continuar nos próximos quatro anos. Diretores de algumas companhias atuantes nessa área já estão avaliando que não será fácil ter uma concorrência entre quatro empresas, como prevê o atual modelo do setor.
• Comunicação
Mas a expectativa de novas movimentações societárias em empresas que estão passando por processos de fusão e aquisição no momento não representa, segundo analistas, intenção dos acionistas das mesmas em adquirir outras empresas. Atualmente a Vivo - que surgiu de uma grande joint venture - atua em quase todo o País, com exceção dos Estados de Minas Gerais, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
• Concorrência
Para ser formada essa joint venture não foi eliminada nenhuma concorrente. Contudo, a Vivo detém hoje 48% do mercado brasileiro de telefonia móvel. A operação conjunta no setor de telefonia móvel está sendo apontada como tendência para, justamente, enfrentar a concorrência. Isso porque trata-se de um segmento de capital intensivo, no qual as fusões seriam ideais para o crescimento das empresas e para o aperfeiçoamento da qualidade dos serviços prestados aos usuários.
• Receitas
A Vivo, por exemplo, espera duplicar as receitas de transmissão de dados das suas empresas neste ano com relação ao resultado obtido no ano passado. Essa performance será possível, segundo a direção da companhia, justamente devido ao processo de fusão. As receitas do grupo que hoje controla a Vivo somaram R$ 90 milhões em 2002 somente com serviços de dados. Os investimentos em 2003 deverão somar R$ 1 bilhão. Outras fusões no setor estão sendo “anunciadas” para ainda este ano.
• Emergente
O Brasil foi classificado como o país emergente que oferece mais perspectiva de lucro no momento. A afirmação é de investidores ouvidos em pesquisa conduzida pelo banco de investimentos Merill Lynch. No “ranking” apontado pelo levantamento, o País tem mais que o dobro de pontos do segundo colocado, a Coréia do Sul. O “placar” é de 18 a 8. O grande ponto positivo para o Brasil está nas duas perguntas feitas aos investidores, sobre qual o país que oferece o melhor cenário de lucro e qual oferece o pior.
• Ranking
Depois de Brasil e Coréia do Sul, a lista traz China (2), Rússia (2) e Índia (1). México, Taiwan e África do Sul tiveram índices negativos. Outro ponto a ser destacado é que o Brasil lidera neste “ranking” em um grupo de países que tem se mostrado especialmente atraente a investidores neste ano. Títulos de países emergentes receberam até aqui 22% mais dinheiro do que no que no passado. Para os que ainda são “preconceituosos” em relação ao título de país emergente, os resultados deste levantamento mostram como isso tem sido benéfico para o Brasil.
• Bilhões
Continuando em ritmo de boas notícias no campo das finanças, a arrecadação do governo federal no mês passado foi recorde para o mês de abril, totalizando R$ 25,162 bilhões. Este resultado ficou bem acima dos R$ 20,167 bilhões recolhidos em março, segundo dados divulgados pela Receita Federal. Nos primeiros quatro meses do ano, a arrecadação federal somou R$ 92,949 bilhões, comparado a R$ 91,182 bilhões no mesmo período do ano anterior.