Economia & Negócios

Greve em universidades é remota

Da Redação
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As chances de greve nas universidades estaduais de São Paulo se tornaram remotas depois que o Fórum das Seis, entidade que congrega os sindicatos de docentes e funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aceitou a proposta do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

O acordo prevê um aumento de 14,45% a partir de junho. “Se radicalizássemos nesse momento, a perda poderia ser maior, embora não estejamos satisfeitos com esse índice”, diz a representante do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) em Bauru, Elaine do Amaral Godoi.

O presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), professor Milton Vieira do Prado Júnior, concorda. “O reajuste é insuficiente, mas decidimos aceitá-lo.”

No dia 10 de junho, o Fórum das Seis e o Cruesp voltam a se reunir. “As três universidades farão uma paralisação nesta data. Queremos discutir a ampliação da assistência estudantil e a reforma da Previdência. Só na USP, 1.050 funcionários estão com a documentação pronta para se aposentar. Precisamos saber como ficaria a reposição desses profissionais”, explica Elaine.

Ela afirma que, antes disso, representantes dos sindicatos da USP terão um encontro com o reitor da universidade. “Vamos tratar do processo de terceirização de funcionários, do plano de carreira, da possibilidade de aumento do vale-alimentação de R$ 45,00 para R$ 120,00 e da criação do vale-transporte. Também vamos parar nesse dia. Durante a reunião, faremos um ato em frente à reitoria.”

Assembléia

Embora o reajuste já tenha sido aceito pelo Fórum das Seis, a Unesp de Bauru fará uma assembléia na próxima segunda-feira, às 9h, na sala 1 do câmpus. O objetivo é analisar os resultados da negociação, mas não haverá paralisação das atividades. “O indicativo de greve foi recuado”, diz Prado Júnior.

O presidente da Adunesp lembra que outras reivindicações precisam ser melhor debatidas no próximo encontro com o Cruesp, como a que cria reajustes trimestrais. “Eles propuseram acompanhar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em agosto e novembro, para depois tratar do assunto. O problema é que, no ano passado, prometeram isso e depois nem reunião marcaram.”

O professor afirma, porém, que houve avanços nas negociações deste ano. “Os reitores se comprometeram a enviar para o governo um pedido de repasse do aumento dos funcionários das unidades do Centro Paula Souza, o que não aconteceu anteriormente. Além disso, foi agendada uma reunião com os estudantes.”

A semana também foi de negociações para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp), que defende uma série de reivindicações para os profissionais dos ensinos fundamental e médio da rede estadual de ensino.

Segundo a integrante da Comissão Executiva da subsede da Apeoesp em Bauru, Idenilde de Almeida, a proposta feita pela Secretaria Estadual da Educação foi abaixo do esperado. “Eles ofereceram 8% de reajuste para os professores de 1.ª a 4.ª séries e 5% para o restante.”

Apesar disso, uma possível greve foi adiada, pelo menos por enquanto. “Aprovamos um calendário de atividades e vamos continuar indo às escolas para conversar com professores e alunos.”

O sindicato realizou a assembléia em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e, depois, fez uma caminhada até a Praça da República. A Apeoesp defende um aumento salarial de 25% e a extensão desse reajuste aos aposentados. Outras propostas são a alteração da grade curricular e a abertura de novos concursos, entre outras.

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