Uma fiscalização da subdelegacia do Ministério do Trabalho (MT) de Bauru aplicou 22 multas a bancos da cidade e da região, entre os dias 17 de abril e 15 de maio. As visitas foram pedidas e acompanhadas pelo Sindicato dos Bancários. As principais irregularidades encontradas foram a terceirização ilegal e a manutenção de funcionários além da jornada de trabalho contratada.
Segundo a diretoria do sindicato, outros problemas também foram verificados em algumas agências, como a presença de estagiários em funções que caberiam a bancários, a falta de folhas de presença para gerentes e a não-abertura de um comunicado de acidente de trabalho.
O levantamento do sindicato mostra que o banco que mais recebeu multas foi o Santander Banespa, com 13 no total. Sete dessas autuações foram em Bauru, quatro em Santa Cruz do Rio Pardo, uma em Lençóis Paulista e outra em Avaré.
Em segundo lugar aparece a Caixa Econômica Federal, com sete irregularidades, sendo cinco em Bauru e duas em Santa Cruz do Rio Pardo.
Os fiscais também aplicaram uma multa no Banco do Brasil de Lençóis Paulista e fizeram uma autuação na agência Centro do banco Real ABN AMRO de Bauru.
Para a diretoria do sindicato, a falta de bancários tem causado a maioria dos problemas, provocando filas e doenças ligadas ao trabalho. Segundo a entidade, o número de funcionários caiu de cerca de 850 mil, no final dos anos 80, para menos de 400 mil em 2003. Em Bauru, a queda teria sido, no mesmo período, de 4,5 mil para 2,5 mil.
A assessoria de imprensa do Santander Banespa informou que a diretoria do banco não vai se pronunciar sobre o assunto. Já a assessoria da Caixa Econômica Federal disse que o departamento jurídico do banco irá providenciar a defesa em relação às autuações.
A assessoria de imprensa do Real ABN AMRO afirmou que o banco está apurando o caso e tomará as medidas necessárias, prestando contas diretamente à subdelegacia do Trabalho. A reportagem também entrou em contato com a assessoria do Banco do Brasil, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.