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Pontualidade em foco


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Constitui a falta de pontualidade uma das condenáveis peculiaridades das reuniões de pessoas, não sabemos se somente em nosso País ou, também, fora dele, problema que acontece, inclusive, nos domínios de órgãos oficiais importantes, citando-se, então, o Senado, Câmara dos Deputados, Assembléias Legislativas, Câmaras Municipais e outros, entre os quais clubes de serviços e empresas acionárias. Diante da assertiva, não cometeremos algum exagero se formos além acrescentando ser merecedor de Prêmio Nobel algum encontro de pessoas que esteja por aí começando no horário programado. Em reunião da qual participamos o fato era comentado com tanta acidez que alguém não titubeou em emitir uma grande verdade: hoje em dia somente enterros de defuntos são realmente pontuais, porque as empresas funerárias fazem questão absoluta de cumprir rigorosamente o horário de remover para os silenciosos cemitérios as urnas em que se encontram os mortos que lhes são confiados. É uma realidade que normalmente se constata nos finais de velório. Atingido o horário pré-estabelecido para a condução do defunto, não perdem os servidores um minuto sequer. Pegam o caixão, inserem no veículo e batem em retirada. Quem chegar atrasado, “tchau” e bênção... Só vai lançar ao extinto seu último olhar ou sua derradeira lágrima na necrópole distante.

Não obstante os que estejam partindo para a eternidade mereçam tal consideração, pois que fizeram em vida o suficiente para isso, nascendo, crescendo, trabalhando e amando o próximo, também os que ficam por aqui, testemunhando sua partida definitiva, têm direito ao dever da pontualidade em tudo quanto ela seja preciso, porquanto possuem um relógio que lhes indica hora para todas suas obrigações: refeição, trabalho, diversão e descanso, bem como suas reuniões familiares, empresariais e tantas outras que o dia-a-dia impõe desesperadamente. Assim pensando acha-se que nas lições diárias inerentes à existência da gente teriam que haver aquelas que educassem as pessoas para a pontualidade social, feita no tempo preciso em que se combinou fazer-se. Há, diante de todos, cursos e escolas para tanta coisa e, então, teria que haver o restante também, no meio do qual os já citadas, com o que se evitariam tantas frustrações que, não raro, resultam conseqüências danosas, com as quais não contavam seus autores, entre elas prejuízos materiais e financeiros. Então, juízo pessoal. Faça esforço para ser pontual nos seus compromissos. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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