Política

Partido foi idealizado por Getúlio Vargas

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Fundado por Getúlio Vargas em 15 de maio de 1945, o Partido Trabalhista Brasileiro, o PTB, surgiu como resposta às reivindicações da população por um sistema político que privilegiasse o capital nacional e garantisse ao trabalhador uma legislação regulamentadora de seus direitos. É o que informa o site da legenda.

O PTB nasceu junto com uma nova Constituição, a de 1946, e coloca como fundamento a ênfase especial na valorização da força de trabalho.

A principal herança getulista é a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), fruto do pensamento trabalhista emergente à época e que se mantém atual. Isso porque o PTB acredita e defende a harmonização das relações entre o capital e o trabalho, com prevalência deste último, pois, genericamente, pode-se afirmar que a origem do capital está intimamente relacionada ao princípio do trabalho acumulado.

Getúlio Vargas foi eleito presidente da República pela maioria dos trabalhadores e, desde a sua morte, há 48 anos, nenhum projeto governamental de caráter popular foi empreendido e levado a efeito.

O PTB se constituiu, por duas décadas, na legenda de maior apelo popular. Apresentou em seus quadros importantes representantes da política nacional, como os ex-presidentes João Goulart (o “Jango”) e Jânio Quadros; os ex-primeiros ministros San Tiago Dantas e Hermes Lima; o criador da CLT, ex-ministro Marcondes Filho; o marechal Henrique Teixeira Lott; e deputados como Leonel Brizola e Fernando Ferrari, além de Almino Affonso e Rubens Paiva, que lideraram a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN).

Contra o governo trabalhista de João Goulart, implantou-se o estado autoritário em 31 de março de 1964. O PTB foi então o mais perseguido de todos os partidos políticos. Seus quadros foram dizimados, torturados e exilados. Mas o ideal trabalhista persistiu.

Quinze anos depois, em 1979, com o fim do bipartidarismo e o advento da Lei de Anistia, o Partido Trabalhista Brasileiro fez o requerimento, através de Ivete Vargas, da sua formação. Preparava-se para o desafio da reconstrução democrática do Brasil.

Esteve presente na campanha das Diretas-Já, na recomposição das instituições nacionais, na eleição de Tancredo Neves, na convocação e elaboração da Constituição de 1988 e participou do processo eleitoral que culminou com a eleição do primeiro presidente da República eleito por voto livre, direto e soberano.

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