Outro fato que faz com que os brasileiros se sintam bem em Portugal está ligado às festas comemorativas. Os portugueses comemoram momentos importantes e datas religiosas.
Em maio, por exemplo, são realizadas várias festas em louvor a Virgem Maria, com destaque para a Festa das Cruzes, em Barcelos, com músicas e fogos de artifício e a peregrinação a Fátima, para comemorar o início das aparições de Maria aos pequenos pastores.
Em junho, é comemorado no dia 10, o Dia de Camões ou Dia da Raça com uma série de festejos em quase todas as localidades e no dia 13 realizada uma das festas mais populares do país: a Festa de Santo Antônio.
Nesse dia, o santo padroeiro de Portugal - era italiano mas peregrinou no país - é celebrado com grupos musicais, danças e fogueiras em todas as ruas.
A festança junina prossegue no final do mês, no Porto, com a Festa de São João. E nos meses subseqüentes essa veia portuguesa muito ligada às tradições continua a pulsar em festas como a dos Coletes Encantados, o Festival de Música do Estoril, com a Festa de São Valter, em Guimarães, a Feira de São Mateus, em Viseu, a Festa da Vindima, de Palmela, a Feira de Nossa Senhora de Nazaré e o Festival Nacional de Gastronomia de Santarém, em outubro.
Tascas: uma instituição
Portugal também prende o visitante pelo estômago. As tascas são uma verdadeira instituição portuguesa.
É nelas que se come a melhor comida caseira e bebe-se as ginjinhas que acabam com qualquer saudade de quem ficou para trás.
As tascas, explica Vitor Carriço, do Turismo de Lisboa, “é um estabecimento tipicamente português. São espaços de pequenas dimensões, normalmente toscamente decorados, castiços, mas com personalidade própria”.
Por lá se encontram gente de todos os tipos. Chefes de família em trânsito entre o trabalho e a casa que entram para tomar uma “loirinha fresquinha” (forma popular portuguesa de denominar o chope), velhos solitários lembrando do passado com “um copo de três” (copo de vinho tinto) e grupos de jovens bebendo ginjinhas.
Em meio a um gole e outro são saboreadas as melhores comidas portuguesas feitas com todo o esmero, como na casa de nossas mães.
As tascas ou tascos, como são chamados em outras partes de Portugual, concentram-se em Lisboa no Bairro Alto. Nesses botecos todos se conhecem e o aconchego é uma constante.
O “Arroz Doce” (nome oficial) ou “Tia Alice”, como é normalmente chamada, é uma das mais conhecidas tascas do Bairro Alto.
Fica na rua da Atalaia e tem decoração original. Lá muitos “copos se beberam” e irão ser bebidos durante as agradáveis noites lisboetas que são originais, cercadas de muitas histórias para se contar.
Não muito longe, na Rua da Rosa, ficam as “Catacumbas”, onde o vinho é excelente, assim como as “bifanas em pão de lenha”. Tem outro tipo de público e os preços não são tão acessíveis.
O Estádio e a Flor Branca são outros exemplos de tacas, estabelecimentos que têm orgulho da tradição.
Lisboa para brasileiros
São muitos os pontos para serem visitados em Lisboa.
Conheça um pouco dos mais tradicionais.
Sé
A Sé Catedral de Lisboa é originária do século 12. Sofreu várias remodelações ao longo da História devido aos tremores de terra que a devastaram.
Daí a diversidade de estilos que a tornam única e indispensável a visitá-la.
Casa dos Bicos
Construída em 1523, com uma fachada revestida de bicos, foi inspirada no estilo popular das casas da Europa Mediterrânea do século 16. Atualmente o piso inferior é utilizado para a mostra de exposições.
Martim Moniz
Foi, no passado, as portas da cidade medieval e ficou conhecida pelo nome do cavaleiro que deu a vida para as manter abertas, a fim de que as tropas do rei português entrassem - na conquista do castelo de Lisboa aos mouros.
A praça foi recentemente remodelada e constitui um bom acesso para quem pretende subir da Baixa em direção ao Castelo de São Jorge.
Castelo de São Jorge
A sua origem remonta ao século 1 antes de Cristo. No entanto, foi no século 12, quando Lisboa foi conquistada aos muçulmanos, que o rei Afonso Henriques (primeiro monarca português) mandou transformar em sua residência a fortificação no topo da colina.
Recentemente restaurado e valorizado, abriga uma exposição multimídia sobre a história de Lisboa. E continua a ser um mirante da cidade e do seu rio.
Mirante ou Miradouro de Santa Luzia
Dele avista-se toda a cidade. Abriga dois painéis de azulejos modernos que representam a Praça do Comércio (antes do terremoto) e o ataque dos cristãos ao Castelo.
Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa
Espaço vivo em homenagem à canção popular de Lisboa.
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A torre e o mosteiro
Bem antes do avião pousar em Lisboa, avista-se um dos mais conhecidos cartões postais da cidade: a Torre de Belém. No mesmo bairro de Belém foi construído o Mosteiro dos Jerônimos.
Ambos monumentos são considerados Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
A Torre de Belém tinha no passado uma réplica destruída pelo terremoto de 1755. Está localizada praticamente dentro do rio Tejo, com visão privilegiada do Atlântico.
Com arquitetura manuelina, o Mosteiro dos Jerônimos data do século 16 (sua pedra fundamental foi lançada em 1501). É apontado pela grande maioria dos turistas que já foi a Portugal, a construção mais encantadora de Lisboa. É composto pela igreja, coro alto e claustro.
No mesmo bairro, próximo da Confeitaria Pastéis de Belém (rua Belém, 84), pode-se conhecer o Padrão dos Descobrimentos, monumento cujo ponto mais alto abriga um miradouro, e os museus que ficam por ali: dos Coches, da Marinha e de Arqueologia.
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Medieval e moderno
Para se ter uma idéia como em Portugal o novo e o velho se integram, basta citar os bairros lisboetas.
Alfama, Castelo e Mouraria são bairros medievais que conservam as casas pequenas e as ruas feitas de escadas.
Baixa e Chiado fazem parte da parte central da cidade, reconstruída pelo Marquês de Pombal após o terremoto de 1755.
O Chiado foi vítima de um incêndio impressionante em 1988, mas já se encontra, de novo, restaurado.
Já o Bairro Alto, a Bica e Madragoa são bairros quinhentistas, erguidos em outra colina de Lisboa, onde as raízes populares das tascas convivem sem problemas com os shoppings e as lojas de roupas modernas.
Belém é um bairro gracioso que fica de frente ao rio Tejo, guardando importantes testemunhos da época em que foi palco privilegiado dos descobrimentos portugueses. A Torre de Belém, outro cartão postal de Portugal, fica ali e merece ser visitada.