Turismo

Fado, cafés e livrarias

Por Eliane Barbosa | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 4 min

O bairro de Alfama onde o fado tradicional é apresentado em casas como o Parreirinha do Alfama (Largo do Chafariz de Dentro) e na Taberna do Embuçado (Beco dos Curtumes) ainda conserva moradias medievais, com suas portas de 1,5 m de altura.

Se você não agendar para o período noturno uma visita às casas para ouvir fado e jantar, aproveite a luz do dia e o passeio ao Castelo de São Jorge para andar pelo bairro. É só descer ladeira abaixo e conhecer uma parte de Lisboa que não foi restroçada pelo terremoto.

Pelas ruelas intactas você vai conhecer o perfil dos moradores da cidade e se deparar com dezenas de varais cruzando as ruelas com roupas secando ao vento. A subida é ingreme, mas a descida não reserva qualquer problema, a menos que chova e os paralelepípedos se tornem escorregadios.

Lá em cima, perto também do Castelo de São Jorge, fica o Miradouro de Santa Luzia, que permite uma bela vista da cidade. Aproveite e faça uma parada na Casa de Fado e da Guitarra Portuguesa (Largo do Chafariz de Dentro), onde se pode conhecer a história da tradicional música lusitana.

Chiado e A Brasileira

Alfama fica à direita do Rossio. À esquerda está o Chiado, que teve a sua tragédia particular: um grande incêndio na década de 1980. Seu nome é uma homenagem a Antônio Ribeiro Chiado, dramaturgo e poeta satírico do século 16.

Hoje, o delicioso bairro está repleto de cafés literários, como A Brasileira, na Rua Garrett, que tem uma estátua de Fernando Pessoa sentado à mesa, e o Café No Chiado, no Largo do Picadeiro. Seu ar aristocrático (atualmente com um toque popular porém ainda intelectual) vem do século 19, quando artistas e escritores passaram a morar na região.

Lá fica também o famoso Teatro de Ópera de São Carlos, em estilo neoclássico. Distanciando-se um pouco mais do Rossio, chega-se ao Bairro Alto. Contrastando com as antigas casas populares, há galerias de arte, antiquários, ateliês e butiques ousadas. É uma espécie de Soho lisboeta, atraindo um público mais moderninho e “descolado”, que nada tem a ver com os humildes moradores do local.

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Parque das nações

Outra prova de que Lisboa mistura o novo com o velho fica por conta Parque das Nações, no nordeste da cidade, à beira do Tejo. É a melhor representação portuguesa da era tecnológica.

Abrigou a Expo’98, última exposição mundial do século passado. Hoje, reúne atrações para todos os gostos e idades, como o Oceanário, teleférico, Pavilhão do Conhecimento e exposições temporárias que enfocam a história da arte, da tecnologia, do pensamento e por aí vai.

O Oceanário de Lisboa é o maior da Europa e o segundo maior do mundo atrás apenas da sua versão oriental no Japão. São 30 tanques com mais de 7 mil metros cúbicos de água a reproduzirem o habitat de 10 mil animais marinhos e mais de 250 espécies de plantas.

O tanque central, maior, traz de tudo um pouco: tubarões, arraias e peixes das mais variadas espécies. Em torno deste, há outros quatro tanques que reproduzem os oceanos Atlântico, Ártico, Índico e Pacífico. Como há uma espécie de ligação entre cada um deles e o central, com sorte, pode-se ver os pinguins dando seus ágeis mergulhos no tanque principal. Pássaros, uma simpática família de lontras e outros animais compõem o grupo de espécies que vivem entre a terra e o mar.

O Pavilhão do Conhecimento é uma espécie de Estação Ciência maior, melhor e, naturalmente, muito mais interessante do que a versão brasileira, em São Paulo.

Ali, crianças e adultos podem deliciar-se descobrindo as peculiaridades das leis da física, química e biologia nem que, para essa descoberta, o visitante tenha que correr, pular, ficar tonto ou se jogar numa parede usando um colete de velcro.

A seção que traz detalhes do corpo humano é imperdível. Destaque para os órgãos e sistemas, expostos de maneira que se vêem até os mínimos detalhes é possível até pegar um cérebro humano, cujo tecido “virou plástico” através de um processo químico.

O lugar é realmente um mundo a descobrir, e por isso o ideal é passar muitas e muitas horas ali. O único problema é que não há lanchonetes para matar a fome. Portanto, deve-se fazer uma refeição reforçada antes de entrar.

• Serviço

A TAP tem vôos diários para Portugal. Informações junto aos agentes de viagem.

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