Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Contabilistas

Começa hoje, prosseguindo até amanhã, o 3.º Encontro de Contabilistas, Estudantes e Empresários da Contabilidade de Bauru e Região, no Centro de Convenções da Instituição Toledo de Ensino (ITE). O evento é promovido em parceria com o Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP), Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo (Fecontesp) e Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon/SP).

• Encontro

Durante o encontro, aberto a todos os interessados, o público poderá participar desde palestras sobre ética até assuntos motivacionais. Estão sendo esperadas mais de 400 pessoas de Bauru e região para participar. Hoje, a abertura oficial será às 20h. Logo após, às 20h30, Mauro Manoel Nóbrega ministrará a palestra “Ética e desafios profissionais”. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 222-5202.

• Informal

Um estudo feito com base nos dados do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE) de 1989 a 2001 mostrou que o número de trabalhadores sem renda regular ou empregador definido - como consultores, autônomos e cooperados, categorias pouco amparadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) -, foi o que mais cresceu no País ao longo da década de 90. Trata-se de uma conclusão preocupante, que prova na prática o aumento do nível do trabalho informal.

• Alta

As vagas que se encaixam na classificação de trabalho informal subiram de 22,8 milhões em 1989 para 31,5 milhões em 2001. A alta registrada é de 38,16%. Enquanto isso, o número total de assalariados com carteira de trabalho assinada durante o mesmo período analisado no estudo cresceu apenas 14,35%. O número de trabalhadores “ilegais” - que no estudo são considerados como os que têm renda regular e empregador definido mas não têm carteira assinada - caiu 2,13%.

• Sem leis

Para alguns analistas, a grande questão que esse estudo levanta é que a legislação existe para os assalariados formais - considerados no estudo como legais - e para os informais, considerados ilegais. Mas não há leis para os “alegais”, ou seja, aqueles que não têm renda regular ou empregador definido. O caso da indústria é apontado como emblemático. O número de trabalhadores assalariados caiu 802,4 mil ao longo da década de 90. Os não-assalariados subiram 1,352 milhão.

• Previdência

Uma das consequências dessa “alegalidade” é que apenas 26,2% do total dos empregados entre 1998 e 2001 contribuem para a Previdência. Nos casos do comércio e da indústria, o número de assalariados aumentou para 4,9 milhões, e os não-assalariados para 7,69 milhões. A estimativa é que de 1989 a 2001 cerca de 1,47 milhão de pessoas entraram no mercado de trabalho a cada ano, e duas em cada três delas conseguiram emprego.

• Serviços

Outra pesquisa, esta efetivamente realizada pelo IBGE, mostrou que o setor de serviços não-financeiros -responsável por cerca de 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro - teve uma forte expansão de 10,2% em 2001 na comparação com o ano anterior. Este resultado supera de forma significativa a expansão da economia como um todo naquele ano, que foi de 1,42%. A quantidade de empresas desse setor subiu para 813.667, também acima das 767.578 observadas no ano 2000.

• PIB

De acordo com a pesquisa, a região Sudeste foi responsável por 67,3% da receita bruta do setor. O Estado de São Paulo responde, em duas categorias, pela metade da receita brasileira: “Serviços prestados às empresas” (com 50,2%) e “Outros serviços” (50,8%). O setor de serviços como um todo, incluindo as instituições financeiras e educacionais, é responsável por 60% do Produto Interno Bruto brasileiro.

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