Polícia

Vítima descobre autor de furto

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Um furto registrado na madrugada de ontem no Jardim Mendonça foi esclarecido pela própria vítima, que seguiu rastros de chinelo e de rodas para descobrir o autor do delito. Com perspicácia, a dona de casa Lenalva Nunes dos Santos conseguiu recuperar três rodas, um aparelho de CD e uma bateria de carro, que foram levados da garagem da sua casa.

De acordo com o relato da vítima, ela e o filho menor de idade, que moram na quadra 4 da rua Valdir Campos, acordaram por volta das 5h e se depararam com o Fusca, placa BPP 7860, depenado. Enquanto aguardava a viatura da Polícia Militar (PM), Lenalva resolveu atuar como investigadora.

“Como na noite anterior um rapaz, que conheço há uns seis meses, ficou olhando o carro e pedindo para olhar dentro, desconfiei. Lembrei que ele usava um chinelo e, não sei o que me deu, imaginei que as marcas na terra eram dele. Também vi sinais de roda no chão”, conta.

A dona de casa acrescenta que, seguindo os rastros, foi parar na casa de Lenine Leandro de Oliveira Costa, mas ele não estava. “Quando voltei, topei com o próprio, que perguntava o que tinha acontecido. Eu respondia que não era nada, mas quando a polícia chegou, contei tudo”, relata.

A PM foi até a residência do acusado, pediu autorização para entrar e localizou a bateria no interior do imóvel e as rodas dentro do veículo dele. As informações constam no boletim de ocorrência registrado no 2º Distrito Policial, para onde o rapaz foi encaminhado.

Aos policiais, Costa alegou que encomendou o furto para uma pessoa, que teria feito tudo sozinho. Ele teria pago R$ 200,00 pelo serviço. O delegado Carlos Creppe Júnior o autuou um flagrante por furto qualificado. O rapaz foi encaminhado à Cadeia Pública de Bauru e pode pegar de dois a oito anos de reclusão. Segundo o delegado, Costa já responde a outro processo por furto.

Por desconhecer o passado do acusado, Lenalva confessa que está com medo. “Na hora, não pensei em nada, mas agora estou preocupada comigo e com meu filho. Pensei até em deixar a cidade”, conta.

Na opinião de Creppe, casos como esse são incomuns porque a maioria das pessoas teme tomar a mesma iniciativa. “Em locais pequenos, onde todos se conhecem, é mais fácil. Em municípios maiores, as pessoas têm medo. Acredito que, nesse caso, o prejuízo tenha motivado a iniciativa”, conclui.

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