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Drogas criminosas


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Testemunha-se facilmente que o consumo de drogas entorpecentes se tornou, de 30 anos a esta parte, vanguardeira absoluta das preocupações de todos quantos lidam com jovens e adolescentes, digam-se pais, professores, patrões e, de contrapeso, autoridades em geral, porquanto as medidas repressivas que estes tempos exigem não constam unicamente das cogitações de médicos e afins. É que não poucos foram se imbuindo, com o decorrer do tempo, da convicção iniludível de que as providências contra a proliferação do mal exigem a participação de um por todos e todos por um. Acabaram todos se despertando para o fato de que a forma de interceptar a carruagem dos que se decidem a tomar os rumos das drogas teria de ser através da adoção de medidas de alcance maior que outras mais!

Debitam-se ao pai da Medicina - Hipócrates - as primeiras referências ao ópio, tido como “o pó milagroso” que extermina toda dor e que, a partir do nascimento da Terra, foi registrado pelos papiros de egípcios e babilônios. Contudo, igualmente Discórides e Galeno, na Grécia Antiga, e Thomas Sydenham, na Inglaterra, recorreram à droga com finalidades estritamente médicas. Mas, ainda assim os efeitos estupefacientes e alucinógenos do ópio acabaram transformando-se em uma arma de dois gumes, inclusive criando os problemas clínico-sociais que aí estão afligindo as sociedades no mundo inteiro, face à sua infiltração na existência de tanta gente, não apenas jovens de ambos os sexos.

Ainda tem gente, inclusive culta, indagando o que sejam as drogas, ao que os entendidos respondem categoricamente “ser toda substância capaz de alterar a percepção interna e externa das pessoas ou de modificar o funciomanento do seu organismo”. Explicam mais que as “drogas” costumam ser divididas em estimulantes (anfetamina, cocaína, maconha, alucinógenos ou psicoticomiméticas) e depressoras, entre as quais álcool, barbitúricos, tranquilizantes, analgésicos e narcóticos, bem assim inalantes, como autones e aerosóis. Os maiores efeitos das anfetaminas acontecem no sistema cardiovascular. Face a isso, justificam-se plenamente as preocupações reinantes contra a progressão que o uso desses venenos vai tendo no Brasil e no universo, ciente a sociedade de que o combate ao mal não deve ser exercido unicamente pela polícia e demais autoridades e, sim, dentro da família, para o que se recomenda aos pais se instruam convenientemente a respeito a fim de se capacitarem para a educação dos filhos contra o indesejável e perigoso consumo, gerador de crimes e contravenções sociais, bem como de desestruturação familiar, pois que destrói com alguns goles diários pais, irmãos e a si próprios! Doloroso e triste! É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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