Nossos políticos trocam de partido com a mesma facilidade com que trocam de camisa, e estas vicissitudes decorrem da frágil legislação partidária e eleitoral que compõe o sistema político brasileiro. Enquanto não houver uma reforma política séria neste país que contemple entre outros, uma limitação do n.º de partidos que acabe com as legendas de aluguel (aliás, o pluripartidarismo é prerrogativa do sistema de governo parlamentarista e não do presidencialismo); o voto distrital misto (nos moldes do que ocorre na Alemanha); fidelidade partidária e programática; e também uma certa correção do sistema atual que faz, por ex., com que um eleitor de Roraima valha dezesseis eleitores de São Paulo, enfim, enquanto não houver tais mudanças o eleitorado terá que conviver com esta fuzarca que aí está. O problema é de difícil solução porque não existe vontade política para que o Congresso aprove uma auto-reforma que em tese contraria seus próprios interesses.
Enquanto isso, aqui em Bauru nossos políticos (Legislativo e Executivo), no melhor estilo do “estamos mal, mas vamos bem” aproveitam-se de tais brechas na legislação partidário-eleitoral e com a sutileza de um elefante que dança ao som de “Perfídia” buscam obter, mesmo que de forma atabalhoada, duvidosas vantagens em suas manobras político-partidárias. Por outro lado, também existem políticos autênticos e fidedignos a seus partidos e nesse sentido está de parabéns o ex-deputado federal, ex-secretário de Estado e ex-prefeito de Bauru sr. Antonio Tidei de Lima pela sua fidelidade a seus princípios político-partidários (PMDB). (Aurelio da Silva Braga - RG 12.912.493)