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Justiça solta suspeitos de receptação em Igaraçu


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Igaraçu do Tietê - A Justiça determinou na tarde de anteontem a liberação dos cinco acusados de terem comprado armas de uso exclusivo da Polícia Militar de Barra Bonita (78 quilômetros a Sudeste de Bauru). Eles conseguiram o benefício da liberdade provisória e devem aguardar o fim do processo criminal em casa.

As armas - seis revólveres calibre 38 - foram furtadas da 2ª Companhia da Polícia Militar por Rita de Cássia Portella Fontana, mulher do sargento Adilson Fontana. Ela disse à polícia que furtou as armas a pedido de Marcelo Gimenes.

Ambos foram indiciados por furto qualificado, cuja pena varia de dois a oito anos de reclusão, mas escaparam da prisão em flagrante. Segundo informou o delegado José Carlos Nunes, de Igaraçu do Tietê, os furtos foram praticados nos dias 10 e 11 deste mês e só agora foram descobertos.

Os cinco acusados de receptação, no entanto, não tiveram a mesma “sorte” depois de serem flagrados com as armas que sumiram da 2ª Companhia.

Eles chegaram a ficar presos por algumas horas, mas foram liberados logo após a determinação da Justiça.

Entre os supostos receptadores estão César Aparecido Olivato, Fernando Luís Olivato, Roberto Aparecido Gimenes, Edilson José Máximo Alves e Luís Gustavo Cavinato.

Exceto este último, todos os demais são de Igaraçu do Tietê, onde foram presos. Por esse motivo, o inquérito policial está sob a responsabilidade do delegado Nunes.

Eles devem responder por receptação dolosa e porte ilegal de armas. Se forem condenados poderão ficar presos de um a seis anos.

A prisão dos acusados aconteceu uma após a outra, anteontem. A ação policial teve início depois que o capitão Humberto Salvador Cestari, comandante da 2ª Companhia, recebeu uma denúncia anônima acusando Gimenes de estar vendendo armas da PM.

Assim que a polícia o localizou, Gimenes passou o nome dos compradores, que foram presos em flagrantes de posse das armas.

Em depoimento à polícia, os acusados de receptação disseram que não sabiam que os revólveres eram de uso exclusivo da PM. Para o delegado Nunes, a veracidade da declaração é pouco provável.

De acordo com ele, todas as armas furtadas possuem um brasão da PM gravado no corpo. Dos seis revólveres que foram furtados e depois recuperados, apenas um estava com o brasão e a numeração raspados.

As armas, segundo o delegado, foram furtadas durante um fim de semana, quando a Companhia fica fechada. Rita de Cássia teria dito que pegou as chaves escondido do marido. Além do sargento, apenas o capitão Cestari e um outro tenente têm acesso ao armário onde fica o armamento da PM.

Rita de Cássia isentou o marido de qualquer culpa no episódio. Mesmo assim, o sargento Fontana deve ser questionado no inquérito policial e na sindicância aberta pela PM de Barra Bonita para apurar as responsabilidades.

O capitão Cestari não foi localizado pela reportagem para comentar sobre o andamento da sindicância e possíveis punições para um provável culpado. Segundo informações da companhia, ele estava dando instruções de tiro e não poderia falar sobre o assunto.

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