Tribuna do Leitor

A Revolução de 1932, 71 anos depois


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A revolução de 1932, pode-se dizer que ela começou a 23 de maio daquele ano: São Paulo sofreu a partir de 24 de outubro de 1930, as maiores e incríveis humilhações. Com muita paciência, suportou por algum tempo as afrontas. Nesse dia, um golpe militar pôs fim ao movimento iniciado pela chamada Aliança Liberal. Washington Luiz foi deposto após resistência que tanto o dignificou.

No dia 22 de maio de 1932, a capital paulista recebeu a visita do ministro da Fazenda, Osvaldo Aranha. A notícia correu rapidamente, a imprensa transmitia tal visita. O povo paulista foi para as ruas corajosa e espontaneamente, sem armas; o povo foi até a residência de Pedro de Toledo, que era o interventor do Estado tendo declarado que ficava com o povo.

Pedro de Toledo criticou as intromissões federais e reorganizou seu secretariado tendo o povo aclamado os novos titulares, uma manifestação entusiástica sem precedentes.

À noite, uma ocorrência trágica enlutou São Paulo, onde tombaram os quatro jovens, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza, Mário Martins de Almeida e Antonio Camargo de Andrade, que legaram a sua terra a sigla heróica MMDC, marco significativo na história da Revolução Constitucionalista de 1932.

Muitos bauruenses participaram da luta pela democracia. O Estado em gratidão concedeu pensão aos veteranos de 1932, extensiva às viúvas dos participantes da revolução de 1932.

Em Bauru, o primeiro voluntário a inscrever-se foi o saudoso major Antonio Gonçalves Fraga, que era prefeito na época, sendo acompanhado por Paulino Raphael e João Correia das Neves. A então Força Pública, hoje Polícia Militar, combateu com 10.200 homens, sem armamento adequado, com déficit de munições, tendo morrido 194 heróis. (Oswaldo de Oliveira)

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