A localização estratégica e privilegiada de Bauru no mapa do Estado é um componente importante na transformação da região no maior centro logístico do País. A afirmação é do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo, João Carlos de Souza Meirelles, coordenador do Fórum São Paulo: Governo Presente, evento que se realiza hoje, a partir das 9h, na Associação Luso Brasileira de Bauru (ALBB).
“Bauru é o centro de São Paulo, o melhor entroncamento multimodal do Estado e um dos melhores do País”, elogia o secretário. Sua constatação está embasada no conjunto de transportes intermodais oferecido pelo município.
Além de rodovias duplicadas (Marechal Rondon e João Ribeiro de Barros) que permitem fácil acesso a todas as regiões do País, a cidade conta com duas importantes ferrovias - a Novoeste e a Ferroban -, e um aeroporto de porte em fase de construção final, distante 30 quilômetros da maior hidrovia do Brasil, a Tietê-Paraná.
Esse sistema de navegação fluvial permite a ligação de Bauru e seus municípios circunvizinhos à região central (Mato Grosso e Goiás) e sul (Paraná e Mato Grosso do Sul) do País, além da Bacia do Prata (Argentina, Paraguai e Uruguai).
“Bauru é um megaentroncamento rodoviário, tanto no sentido leste-oeste quanto no sentido norte-sul. O novo aeroporto, numa segunda etapa, será internacionalizado. Esse complexo de infra-estrutura multimodal é extraordinariamente bom. Se comparado com o resto do País, é único. Portanto, a região de Bauru para nós, governo, é estratégica”, afirma.
Meirelles destaca também a diversidade produtiva da região, que conta com produtores e exportadores de carne bovina, de cana-de-açúcar, calçados, bicho da seda, dentre outros setores.
“Para nós, do ponto de vista estratégico, cujo objetivo central do governo é gerar trabalho e renda, já temos toda a infra-estrutura de logística e uma base de produção existente na região.”
O secretário diz que o esforço centrado do Estado é na geração de empregos para fixar a população no Interior, evitando a migração para os grandes centros urbanos, já esgotados nas suas demandas de absorção de mão-de-obra.
“Temos que devolver às pequenas e médias cidades a sua capacidade de desenvolver trabalho para seus moradores. Esse é o centro da nossa reunião”, explica.
Ele completa que o objetivo do fórum é expor a toda comunidade política e sociedade civil da região as diretrizes do governo do Estado para os próximos três anos. “Queremos submetê-las (as diretrizes) ao debate aberto, para quem quiser falar, criticar, protestar, com absoluta liberdade.”