Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Preço

Em tempos de custos altos para o varejo, o consumidor prioriza preço na hora de eleger seu supermercado favorito. A conclusão é da pesquisa feita pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) em parceria com o Instituto AC Nielsen - divulgada ontem -, que foi elaborada para identificar quais são os principais fatores que influenciam o consumidor a eleger um ou outro supermercado como “seu”. O estudo ouviu 320 pessoas da Capital paulista e de Ribeirão Preto.

• Determinante

De acordo com a pesquisa, o fator determinante na escolha do supermercado foi o preço das mercadorias. Numa escala de zero a 100, os consumidores deram nota 90 quando questionados sobre o preço dos produtos. O item preço ficou na frente, inclusive, da qualidade e variedade oferecida pelos supermercados, apontado como o segundo fator mais importante que é levado em conta pelo consumidor no momento de sua decisão.

• Atendimento

Na seqüência das respostas sobre os itens que mais influenciam na escolha do supermercado preferido vieram: atendimento, promoção, localização, outros serviços (como bancos e lanchonetes) e o aspecto interior da loja. No quesito preço, os consumidores que participaram da pesquisa disseram que a oferta de preços baixos é o fator mais importante na hora de escolher um supermercado. A facilidade do pagamento e a aceitação de cartão de crédito vieram em seguida como vantagens diferenciais.

• Qualidade

Em relação ao item que engloba qualidade e variedade de produtos, o mais importante para os consumidores entrevistados é encontrar nas prateleiras as mercadorias das quais eles necessitam. A qualidade dos produtos ficou em segundo lugar. No questionamento feito na pesquisa sobre o atendimento nas lojas, o fator mais apreciado foi a rapidez dos caixas, seguido da simpatia dos funcionários e da disponibilidade dos profissionais em esclarecer dúvidas.

• Importante

A pesquisa é de suma importância para supermercadistas de todos os tamanhos, já que muitas redes de médio porte superam gigantes do setor por direcionar mais investimentos e cuidados em itens que são considerados básicos e essenciais pela maioria dos consumidores - cada vez mais exigentes. Para João Carlos Lazzarini, diretor da AC Nielsen, o grande desafio para o empresário é buscar a diferenciação através de um valor reconhecido como importante pelo consumidor.

• Superávit

Boa notícia para as finanças do governo central: o superávit bateu recorde em abril. Basicamente, o resultado altamente positivo deveu-se ao atraso dos ministérios em gastar seus recursos orçamentários, aliado a um aumento da arrecadação de impostos da Petrobras e do sistema financeiro. Com isso, no mês passado o governo central produziu o maior superávit primário de sua história. Juntos, o Tesouro, a Previdência Social e o Banco Central registraram superávit primário de R$ 9,765 bilhões, mais que o dobro obtido em março.

• De sobra

Ao comentar os números à imprensa, o secretário do Tesouro, Joaquim Levy, disse que não poderia antecipar o valor de um possível desbloqueio, mas reconheceu que a arrecadação de receitas está R$ 1 bilhão acima do esperado. Agora, o governo terá que definir como essas receitas serão aplicadas. O total de recursos liberados pelo Tesouro aos ministérios e que ainda não foram gastos soma R$ 2,5 bilhões. Mas para os próximos meses espera-se uma aceleração das despesas.

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