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Velas: pequenas, mas poderosas!


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Usadas para vários fins, especialmente religiosos, as velas de cera se inserem intimamente, com seus fios incandescentes, no âmago do folclore internacional, onde contam com uma ampla ordem de significados e utilidades. Por sua via elas incluem, então, no desmedido contexto folclórico, uma plêiade de mitos, crenças, lendas, costumes, tradições, histórias populares e, sem qualquer dúvida, discriminações humanas, as quais, conseqüentemente, são transmitidas de geração em geração, em todos os países, tornando o sistema, por isso mesmo, a expressão cultural mais autêntica das populações em razão de sua fabulosa riqueza.

Como explicar-se bem o que seja o folclorismo na sua ligação com as velas, que não servem somente para iluminar ambientes sacros e demais? Muitos não saberiam fazê-lo, mas outros o conseguem. É o caso da professora, jornalista e advogada Myriam da Costa Rabaçal que, em recente conferência na Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado, na Capital, foi às profundezas da matéria, minuciando os múltiplos tipos e cores dos curiosos círios. Foi exuberante na abordagem, conquistando toda a admiração de seus ouvintes. Quem pensava que esses pedaços de cera, branquinhos como neve, tinham uma só finalidade, enganava-se redondamente, pois eles atendem a uma porção de atribuições, todas muito importantes. Atentem nossos leitores para os segredos destacados pela mestra e fiquem sabendo, por exemplo, que a vela branca simboliza pureza e sinceridade, relacionando-se com a paz espiritual, harmonia e equilíbrio dos lares. Vela prateada remove as forças negativas e amplia o plano astral. Dourada, atrai influências superiores e proteção invisível. Amarela, significa a vida, a alegria, a força, o entusiasmo e o vigor da mente, relacionando-se com os estudos. Vermelha, é o símbolo do dinamismo, coragem, força e energia, ligando-se também a problemas jurídicos e situações de emergência. Rosa é a beleza, o amor e a moralidade, assim como para enraizar os relacionamentos. Violeta é a fraternidade, mudanças e transformações, auxiliando a espiritualidade e transformando o ódio em amor. Azul, tranqüilidade, compreensão e vaidade. E, finalmente, verde, constitui a calma, a prosperidade e o equilíbrio.

Tem aí muito da imensidade de atribuições que os círios escondem, mas que atestam, surpreendentemente, que tamanho não é documento. Tanto não é que as velinhas podem até provocar grandes incêndios. Têm provado isso! É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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