Política

Terminal de carga do aeroporto será operado pelo setor privado

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O novo aeroporto de Bauru vai ter a iniciativa privada como parceira na operação e exploração do setor de cargas. A informação é do secretário de Estado dos Transportes, Dario Rais Lopes, que ontem participou do Fórum São Paulo: Governo Presente. Ele disse que já há grupos empresariais interessados na construção do terminal de cargas do novo aeroporto. “Seguramente, o setor privado será o responsável pela exploração de cargas”, afirmou.

Segundo o secretário, essa parceria não pode ser definida como privatização. “Não dá para se usar o termo privatização. O que é fato consumado é que estamos viabilizando uma parceria público-privada. Não é a privatização do aeroporto, não é uma concessão nos moldes daquela que ocorreu nas rodovias. É uma forma de trazer a iniciativa privada para fazer investimentos no setor”, explica.

Lopes lembra que o terminal aeroviário de Ribeirão Preto já passa por essa experiência. “Lá em Ribeirão, a iniciativa privada está construindo um terminal de cargas para exploração internacional. Em Bauru, será um desenho nessa mesma linha. Com isso, o usuário final não será onerado. Há uma série de diferenças em relação a uma privatização.”

Até o momento, a construção do aeroporto já consumiu cerca de R$ 12 milhões. A previsão de investimentos para a etapa final da obra - que deverá ser iniciada no segundo semestre deste ano - é de mais R$ 10 milhões, dos quais o governo federal aportará R$ 7 milhões (70%) e o Estado mais R$ 3 milhões (30%).

“Até o final do mês que vem vamos ter uma resposta sobre a liberação dessa verba. Se for positiva, vamos então viabilizar a última etapa da construção através de uma licitação pública”, prevê Lopes. Ele acredita que o aeroporto entrará em operação no segundo semestre do ano que vem.

Considerada a maior obra do setor aéreo do Estado, o novo aeroporto de Bauru já está com sua pista principal, de 2,1 mil metros de extensão, pronta. Também já foi concluída a pista auxiliar, que servirá para o tráfego de aeronaves em processo de decolagem e pouso.

O pátio de estacionamento dos aviões também já está concluído. As obras complementares que ainda restam para que o aeroporto entre em funcionamento são o prédio que abrigará os terminais de embarque e desembarque, a torre de controle de tráfego aéreo e mais os hangares.

O acesso de quatro quilômetros de estrada vicinal (Rio Verde) que liga a rodovia Bauru-Iacanga até o aeroporto também será pavimentado e sinalizado antes de sua inauguração.

Porém, está indefinida as obras de duplicação da rodovia no trecho comprendido entre o trevo da rua Floresta até o acesso da estrada vicinal, de pouco mais de dez quilômetros.

Bauru-Marília

Uma das obras mais esperadas na região, as obras de duplicação da rodovia Bauru-Marília vão ser retomadas no segundo semestre deste ano. Segundo o secretário de Estado dos Transportes, a construção da segunda pista será iniciada por Bauru, já que o contorno da rodovia em Marília está pronto e em operação.

“Já estamos concluindo o primeiro lote de Marília para cá. A lógica do processo indica que o próximo lote seja de Bauru para Marília.” Essa definição é determinada de acordo com o número de veículos que circulam diariamente na rodovia nos arredores de Bauru.

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