O homicídio do segurança Oclamir Carneiro Carvalho, 41 anos, morto com cinco tiros anteontem quando falava em um telefone público no cruzamento das ruas Assef Madi com Albuquerque Lins, na Vila Falcão, está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que ainda não tem pistas do autor do crime. O homicídio já havia sido noticiado na edição de ontem do JC.
A única informação que a polícia tem sobre o caso foi fornecida por uma testemunha, que não quis ser identificada. Ela teria visto um automóvel Kadett de cor escura saindo em alta velocidade do local, logo após os tiros. O carro estaria ocupado por dois homens.
O crime aconteceu por voltas das 21h de sexta-feira. Segundo a mãe do segurança, Desolina Carneiro Carvalho, 79 anos, o filho e ela assistiam televisão quando alguém o avisou que havia uma ligação para ele no telefone público. “Ele foi atender porque aguardava o telefonema de uma amiga,” explicou a mãe.
Logo depois, a mulher ouviu os tiros. “Ele foi atingido quando falava ao telefone. Ele foi levado para o Pronto-Socorro Central, mas já chegou morto.”
De acordo com a família do segurança, ele estava sendo ameaçado por um grupo de moradores do Geisel. O aviso da ameaça teria sido feito por uma mulher chamada Bete.
O único problema com o qual a vítima teria se envolvido, segundo a família, era que tempos atrás ele teria organizado um show musical e, depois de ter vendido os convites, não realizou o evento. Na organização deste evento, o segurança contava com um sócio, conhecido por Valdir.
A família de Carvalho entregou para a polícia uma garrucha de propriedade dele que estava guardada em casa. Três projéteis deflagrados pelos autores do crime foram apreendidos no chão, próximos ao telefone público.
“Um bom filho”
Embora transtornada com a situação, a mãe de Carvalho fez questão de ressaltar que o filho era um homem honesto e bom. “Ele não tinha vícios. Hoje (ontem), ele ia para São Paulo trabalhar numa empresa de transporte de valores. O emprego já estava certo para ele começar na segunda-feira.”