Entrelinhas

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• “Velha rotina”

A semana começa quente no terreno político, após toda a movimentação provocada nos últimos dias pela passagem do governador Geraldo Alckmin pela cidade, o que roubou a cena. Hoje, o prefeito Nilson Costa (PTB) vai estar na CEI da Carne, de manhã, ouvindo e respondendo a perguntas dos vereadores sobre a compra de carne para a merenda.

• Ida confirmada

Nilson confirmou ontem à noite que estará na CEI, um fato nada comum. O último prefeito a estar em uma CEI foi Izzo Filho, no final dos anos 90. O prefeito disse que vai sem medo ou culpa. Para ele, sua administração realizou todas as operações de compra e pagamento dentro da lei e de processos administrativos.

• Frente a frente

Há uma grande expectativa pelo embate entre o prefeito e vereadores sabidamente críticos em relação ao governo local, como João Parreira de Miranda (PSDB) e Milton Dota Júnior (PTB). Os outros membros da CEI são José Carlos Batata (PT), Clemente Rezende (PSB) e Paulo César Madureira (PP).

• Renuncia ou não?

Outra expectativa do dia de hoje, mas que pode ficar até amanhã, é quanto a uma eventual renúncia do vereador Roberto Bueno (PTB), que vai ser julgado amanhã por seus pares por denúncias que foram apuradas por uma Processante. A sessão que poderá cassar o mandato de Bueno começará às 9h desta terça-feira, com a leitura de todo o processo de investigação e conclusões.

• Aconselhado

Porém, a exemplo de seu colega Walter Costa (PPS), Bueno poderá renunciar para não perder os direitos políticos e não passar pelo vexame da cassação, caso não veja mais perspectivas de salvar seu mandato. Ele foi aconselhado a entregar o mandato por pelo menos um vereador de forte influência do Legislativo. Mas deixou em aberto. Se isso for ocorrer, será na sessão de hoje.

• Fim de um ciclo

O fato é que o julgamento do mandato de Bueno, amanhã, encerra um ciclo de respostas da Câmara Municipal às inúmeras denúncias que se abateram sobre a Casa desde o final do ano passado e às demandas da opinião pública, que passou a exigir da Câmara providências saneadoras. Os vereadores responderam ao chamado popular, porque são representantes não de si próprios, mas da comunidade que os elegeu.

• Sem fatos novos

Se for mantida a mesma linha de comportamento, as chances de os parlamentares cassarem o mandato de Bueno são muito grandes amanhã. Não houve fatos novos que pudessem mudar tal panorama, embora Bueno tenha sido o que mais se movimentou em tentar provar inocência entre os quatro que responderam a processos.

• Foco na Câmara

O fato é que a cidade volta novamente seus olhares para o Legislativo bauruense hoje e, talvez, amanhã. O que se espera após este longo, cansativo, mas necessário processo depurativo é que os legisladores e fiscalizadores do Executivo retomem com tudo suas atividades normais, porque problemas não faltam e as pautas dos últimos meses andaram fracas, como a da sessão de hoje.

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