Regional

Trem descarrila com óleo bruto e diesel

Da Redação
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Um trem com seis vagões, sendo quatro carregados com óleo bruto e um com óleo diesel, descarrilou próximo à estação da Fazenda Val de Palmas, por volta das 12h30 de anteontem. O trem, da Novoeste, havia partido de Bauru com destino a Campo Grande (MS).

Não houve vítimas e nem vazamentos, mas até ontem à tarde os vagões ainda estavam virados e a linha continuava interditada. A assessoria de imprensa da Brasil Ferrovias/Novoeste informou que a causa do acidente ainda não havia sido identificada.

Porém, funcionários da Novoeste, que não quiserem identificar-se, disseram que provavelmente os trilhos não suportaram o peso dos vagões e acabaram cedendo. Eles estavam no local do acidente tentando reparar os trilhos, que ficaram muito danificados.

A assessoria de comunicação da Novoeste informou que os trilhos deveriam estar prontos ainda ontem à noite. Também informou que os vagões estavam sendo manipulados com muito cuidado, para não ocorrer vazamento. Os reparos estavam levando mais tempo do que o programado devido à dificuldade em chegar ao local, que é de difícil acesso.

A reportagem do JC constatou que os funcionários estavam trabalhando com solda e maçaricos sem qualquer proteção, numa área com grande risco de um incêndio ou explosão levando em conta o conteúdo dos vagões. No entanto, a assessoria de imprensa da Novoeste garantiu que não havia risco de acidentes.

Para Roque Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o acidente foi mais um causado pelas más condições de conservação da malha ferroviária. Ele lembra que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou uma vistoria na malha da ferrovia Novoeste de São Paulo e Mato Grosso do Sul no início de maio e constatou várias irregularidades.

“No trecho entre Bauru e Campo Grande também foi constatada a precariedade da via permanente, o que poderia ensejar a interdição, principalmente no que diz respeito ao transporte de combustíveis, caso a empresa não execute a recuperação da malha ferroviária”, comunicou o sindicato em nota à imprensa.

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