O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Renato Purini (PV), avaliou ontem que os desfechos das Comissões Processantes contra Walter Costa, Roberto Bueno, Osvaldo Paquito e José Humberto Santana permitiram à instituição aplicar um “choque de credibilidade” junto a opinião pública.
“Nós vamos retornar ao nosso trabalho cotidiano, vamos reconstruir nossa imagem de feitores do desenvolvimento aos poucos. Vamos ter tempo a partir de agora. Querendo ou não, fomos absorvidos por esse processo”, analisou.
Ele não tem dúvidas de que as Processantes provocaram desgastes aos vereadores e à imagem institucional do Poder Legislativo. “Não tem como negar isso. Acho, inclusive, que cada vereador teve um desgaste pessoal, pois havia uma convivência com os envolvidos.”
Para o presidente da Câmara, o plenário cumpriu sua obrigação institucional de fiscalizar, apurar e aplicar as penalidades necessárias. “Foi dado o amplo direito de defesa para todos. Com esse resultado, a Câmara dá uma resposta para a sociedade”, disse.
Purini afirmou que a Casa abriu mão do seu “pseudo corporativismo”, que no seu entendimento nunca existiu na instituição. “Escancaramos as portas da Câmara para todos. Preservamos a instituição, que foi a primeira a nascer na fundação de Bauru.”
O vereador acredita que a situação desconfortável e até mesmo constrangedora dos últimos meses permitiu o amadurecimento da instituição. “A Câmara é séria. Se no momento passamos por momentos difíceis, é preciso lembrar que nos auto-investigamos, assumimos nossos problemas e punimos de maneira exemplar.”