O “direito de crítica” é inerente a todos os munícipes que sintam vontade de expressá-lo dentro do que é lógico e construtivo e não em sentido depreciativo manifestando um “negativismo” como se esse “modo de agir” fosse o correto em conflito com o outro lado criticado, sem saber das razões profundas que muitas vezes nos impedem de agir como gostaríamos por estarmos reféns de decisões e definições de cenários opostos. Já dissemos, numas das respostas aqui mesmo na “Tribuna do Leitor”, que é muito fácil para quem está do lado de fora criticar sem saber o que acontece do lado de dentro de uma administração pública, cujos trilhos a percorrer são extremamente complexos e algumas vezes difíceis. No caso do megaempreendimento Savoy, caro Nicanor Amaro Silva, todos os passos da municipalidade foram dados simetricamente, durante os três últimos anos. Ao longo desse período, aconteceram mais de 30 reuniões tanto em São Paulo como em Bauru, fora centenas de telefonemas realizados sempre com a “vontade política” de conseguir essa grande obra para nossa cidade. E o mais importante, com todas as obrigações também do lado do grupo empresarial Savoy definitivamente cumpridas, faltando tão somente assinaturas de alguns poucos condôminos para o tão aguardado “Sinal Verde” ao início da construção desse megaempreendimento que certamente vai impactar economicamente não somente Bauru como também toda uma região atraindo consumidores de distância que poderão ultrapassar mais de 200 quilômetros.
Na dúvida do que afirmamos, pedimos ao ilustre crítico que consulte todos os processos jurídicos e cartorários que demandaram todo esse tempo, desde quando foi realizada a primeira grande Assembléia Geral dos condôminos em julho do ano 2.000, para decisão de incorporação do Grupo Savoy ao atual Bauru Shopping. Inúmeros conflitos documentais e jurídicos somados aos projetos do fluxo viário de toda a região que vai acolher essa expansão de 48.000 m², retardaram em muito a viabilização desse empreendimento que no cenário deste secretário e do prefeito Nilson Costa já era para estar pronto, circulando riquezas, gerando tributos e muitos empregos do município. Para facilitar sua pesquisa, Terceiro Tabelião de Notas de Bauru e Cartório da 1a. Circunscrição Imobiliária estão fartamente armados de todos esses problemas surgidos. Uma grande obra como essa para ser totalmente liberada para sua construção requer desentraves legais que envolvem ampliações viárias, permutas, desapropriações, acordos, etc. e tudo isso já foi efetivamente feito. Estamos sim, senhor Nicanor, a um passo dessa conquista definitiva, pois como grande otimista que somos, acreditamos na assinatura dos 100% dos condôminos. Havendo adesão total dos condôminos na assinatura da concessão, Bauru com certeza será contemplada com investimento de 80 milhões com muito mais tributos e a esperança de 2000 novos empregos, afirmado pessoalmente em Bauru pelo empreendedor Hugo Enéas Salomone.
Em nossa visão, o atual Shopping nos seus 11 anos de vida já foi muito longe sozinho. Agora, daqui pra frente, mais do que nunca esse Shopping precisa ser ancorado com grandes empresas e o caminho inevitável é o Savoy, um dos maiores grupo de Shoppings do Brasil que vem para Bauru não só com a intenção de ficar como de continuar expandindo como tem feito em São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, etc.
E ao final de nossas considerações recomendamos ao crítico Nicanor usar a sua inteligência para críticas construtivas e não depreciativas sem chamar ninguém de mentiroso antes de saber da realidade dos fatos. Bauru mais do que nunca está precisando de consolidar sua auto-estima com manifestações otimistas e não negativistas. As críticas para nós são bem aceitas pois elas ajudam no aperfeiçoamento de nossas atividades como agente público. O Secretário do subdesenvolvimento como maldosamente afirma V.Sa. preferiu sim silenciar durante algum tempo sobre o assunto, como uma estratégia de trabalho para conseguir neutralizar todos os óbices em busca do resultado final e não como comportamento adequado para ignorar o assunto. O assunto Savoy está cravado em nosso “bauruismo” como mais um grande desafio a ser vencido. Sobre o Savoy paramos por aqui. Aguarde resposta para os outros enfoques críticos de sua carta publicada na “coluna do leitor” na edição do dia 22 do corrente. (Roberto Rufino - secretário de Desenvolvimento Econômico de Bauru)