... pedimos nós, pobres mortais, ao sentirmos os efeitos negativos produzidos pelo próprio “bicho-homem”, em relação ao estado de miserabilidade em que se encontra a “casa-mater”, quando nós, brasileiros, temos tudo, englobando todos os demais países do planeta Terra. Contudo, tudo nos falta, principalmente à mesa, em razão do desmantelamento e absoluto desrespeito à essência do próprio existencial de todas as criaturas dos diversificados reinos: animal e vegetal. O nosso planeta está na “UTI” e a preocupação precípua dos seus habitantes é pura e simplesmente o dólar, para aquisição de bens materiais para o seu conforto físico e satisfação do seu ego, numa demonstração de opulência, na esteira do suposto poder.
Aos poderes constituídos compete o cumprimento das leis e executá-las e, para tanto, o povo paga os seus impostos e numa parcela considerável, elevados e muitas vezes indevidos pela não utilização dos mesmos, em serem aplicados adequadamente.
Quando em 5 de junho de 1972, na capital da Suécia (Estocolmo), promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em reunião de cúpula das denominadas todo-poderosas nações e outras tantas do chamado Terceiro Mundo, inclusive o Brasil, através dos seus representantes, reuniram-se para tratarem sobre a preservação da flora e da fauna no universo - preocupados com o que poderia advir da “desordem” ecológica provocada pelo “bicho-homem”. Entretanto, de lá para cá, nada mudou, tudo piorou, em detrimento obviamente de todos os habitantes. Decorridos mais de três decênios, o que se registra é uma caminhada de “horror”, porquanto estamos sucumbindo... faz-se mister uma enérgica tomada de posição - “já”, de conscientização das populações unidas com os poderes constituídos; reflexão profunda e ação acelerada, em defesa da nossa própria sobrevivência.
Um exemplo elementar para todos é a inversão térmica que vem ocorrendo, nas estações do ano, nas últimas décadas! A hecatombe ecológica caminha célere e com a “mãe-natureza” todos os pretensos poderosos se tornam totalmente indefesos e tão pequeninos como grãos de areia. Todos nós em mutação!... Ação e reação, eis a questão! Reflexão, ação e preservação das espécies, eis a razão! (Arthur Monteiro de Carvalho Netto)