Tribuna do Leitor

Educação para a saúde


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É notório, em todo o País, que os investimentos nas políticas sociais ainda não são suficientes: saúde, educação, moradia, assistência, esporte, cultura e lazer. O que vem construindo na população um quadro de ausência de perspectiva social de vida onde cresce acentuadamente a violência doméstica, abuso e exploração sexual, além do uso de drogas e criminalidade.

É neste cenário que os governantes, legisladores, organizações governamentais e não governamentais devem direcionar cada vez mais propondo ações concretas, visando à garantia dos direitos e deveres previstos nas leis vigentes, para que os órgãos, conselhos e sociedade civil organizada executam os serviços na prática e possam intervir na sociedade, para transformá-la à curto, médio e longo prazo. Percebe-se que, de certa forma, o povo está “doente”, tanto do ponto de vista individual quanto do ponto de vista social, devido ao meio (insegurança, desemprego, ambição e a desigualdade social). Saúde não é apenas ausência de doença biológica. A doença é entendida como uma disfunção orgânica que afeta parte do corpo capaz de provocar alterações no organismo do indivíduo.

Saúde também depende da coletividade, da visão que se tem do ser humano e de sua relação com a situação, podendo variar de cidadão para cidadão, de uma cultura para outra e ao seu tempo. É claro, para interferir sobre o processo doença e saúde está ao alcance de todos. (Irma Slaghenaufi - RG. 8.139.184)

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