O presidente da executiva municipal do PPS, Rubens de Souza, afirmou, ontem à noite, que o vice-prefeito, Dudu Ranieri (PFL), estaria atuando nos bastidores aliado ao ex-prefeito Antonio Izzo Filho com o objetivo de cassar o mandato de Nilson Costa (PTB). Rubão aponta que parte das ações ocorrem “ao vivo” na galeria da Câmara.
Mas Souza sugere que outras ações articuladas fazem parte de uma união política momentânea que visa trocar o dono da cadeira do Poder Executivo local. “Eu tenho visto na Câmara e ninguém pode ignorar nas galerias a presença de antigos aliados do Izzo segurando faixas de cassação para Nilson. Mas é preciso que todos saibam que ocorre a aproximação de interesse político entre os professores Dudu e Izzo”, indica.
Para o presidente do PPS, partido a qual Nilson Costa pertencia até há poucos dias, há uma atração de interesses. “Em química e física os opostos se atraem. Mas em política são os iguais que se aliam. E nesse caso eles estão juntos com a meta comum de tomar o poder. Um porque perdeu por seus próprios erros e o outro porque quer a todo custo a cadeira do atual”, afirma.
Segundo Rubão, os métodos vão além da pressão política. “Eu respeito o Spíndola (filiado ao PFL, partido de Dudu) porque ele assina um panfleto com críticas à administração. Ele pelo menos assina. Mas o Dudu, que posou de articulador da cassação do Izzo, será chamado a responder pelo apoio a quem destruiu a cidade”, ampliou.
Para Souza, já há uma “tropa de choque” em ação. “Por trás dos milhares de panfletos pedindo a cassação de Nilson estão aqueles que foram à Câmara há cinco anos defendendo o ‘Fica Izzo’. O cenário é o mesmo, mas agora eles pressionam vereadores para que cassem o prefeito para tentar ter os empregos de volta. A população tem que ficar alerta porque a cidade não está livre dos tempos de terror”, adverte.
Rubens de Souza recorda a situação enfrentada por Nilson. “O prefeito novamente assume o corajoso papel de reconstrução da cidade chamando os bem intencionados para a pacificação. O Nilson atuou nesses quatro anos para corrigir os desmandos e tirar a prefeitura da lama. O servidor se recorda da falta de salários, a população se recorda da falta de remédios, os fornecedores se lembram da ação judicial de propina e a população não esquece o terror das bombas contra a casa dos vereadores”, finalizou.