Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

• Combustíveis

Depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter anunciado, na semana passada, que será divulgada uma tabela com preços sugeridos para os combustíveis toda vez que a Petrobras comunicar redução nos preços, o setor de combustíveis em Bauru vive uma situação delicada. A média de preços de R$ 1,749 praticada por um grande número de postos da cidade levou o próprio presidente do Sincopetro a acusar distribuidoras de praticar dumping (venda de produto abaixo do preço de custo, caracterizada como deslealdade comercial).

• Na contramão

Enquanto os consumidores comemoram o preço do litro da gasolina comum comercializado na maioria dos postos de Bauru - no momento, um dos mais baratos do Brasil -, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), Sebastião Homero Gomes, afirma que ainda hoje deve formalizar, junto ao Ministério Público Federal (MPF), uma denúncia sobre prática de dumping por parte de distribuidoras de combustíveis.

• Tabela

O Sincopetro do Estado de São Paulo divulgou nota oficial dizendo que apóia a decisão do governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, de fiscalizar os preços através da tabela com valores sugeridos. No entanto, faz uma ressalva apontando o fato da tabela se basear em pesquisas feitas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Segundo o sindicato, essas pesquisas expõem preços sem levar em conta que muitos são levantados junto a postos que “comercializam combustível a valores que estão completamente fora da realidade de mercado”, diz a nota.

• Auditoria

Em relação à tabela, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, já anunciou que, se eventualmente for verificado que postos ou distribuidoras estão aumentando suas margens de lucro, uma auditoria será feita nesses estabelecimentos para tentar enquadrá-los em qualquer tipo de irregularidade, mesmo que não esteja diretamente relacionada ao aumento da margem. A ministra também ressaltou que quem não repassar as quedas ao consumidor final será objeto de uma profunda análise.

• Superávit

Muito se falou nos últimos dias sobre o superávit primário recorde (de R$ 9,849 bilhões) registrado no mês de abril pelo setor público brasileiro. Contudo, poucos sabem o que isso significa e como pode influenciar a economia do País. Para começar, o superávit primário representa as receitas da União, Estados e municípios descontadas suas despesas, com exceção dos gastos com juros. O que foi verificado em abril é um ótimo indicador fiscal e uma notícia festejada pelo mercado financeiro.

• Garantia

O resultado de abril é a garantia de que o Brasil terá dinheiro para honrar o pagamento de sua dívida e dos juros correspondentes. No entanto, analistas dizem que agradar ao mercado financeiro e cumprir a meta de superávit acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) - de 4,25% do PIB - tem um lado negativo para a sociedade. Isso porque o dinheiro arrecadado com impostos e que foi economizado para o pagamento de juros deixa de ser investido em obras públicas ou projetos sociais.

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