Política

Nilson critica 'terror' e prega governabilidade

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Logo após anunciar as primeiras mudanças no governo, Nilson pediu que os vereadores observem o momento político-administrativo enfrentado pela cidade. “Creio que nessa altura, já nos aproximando do último ano do mandato e considerando os avanços conquistados, como a recuperação das finanças e da credibilidade, os vereadores devem ponderar em relação às falhas e a governabilidade”, incita.

O chefe do Executivo salienta que não pesam denúncias de corrupção contra seu governo. “Respeito o papel de fiscalização da Câmara, mas preciso deixar claro que esta CEI, assim como as já realizadas, levantaram dúvidas sobre questões técnicas e nunca de fundo moral contra este governo. É preciso que haja responsabilidade em torno da governabilidade”, aponta.

Para Nilson, a cidade não pode reviver um clima de tempestade política. “Os salários estavam atrasados e nós voltamos a pagar em dia, os fornecedores voltaram a ter credibilidade no governo, fizemos obras e os pagamentos foram normalizados. Bauru não merece novo retrocesso, voltar ao tempo de terror e é preciso reconhecer nosso esforço de colocar a prefeitura em ordem”, manifesta.

Costa apela para a avaliação junto à opinião pública. “Não é o meu mandato que está em discussão, é a governabilidade da cidade. As críticas do ex-prefeito Izzo Filho não encontram eco entre aqueles que viveram o caos instalado por ele. Eu rompi por discordar do que ocorreu e me esforcei para restabelecer a ordem. Quem está perdendo é a cidade. Cabe à cidade decidir se quer que esses tempos voltem. Eu estou cumprindo meu papel e contribuindo para acertar falhas”, pondera.

Para o prefeito, o vice, Dudu Ranieri, trabalha abertamente para tomar seu lugar. “O vice-prefeito toda semana pede a minha cassação. Não sei o que o Izzo lucraria com essa ação política porque não vejo razão para jogar o município no caos novamente, de fazer voltar a uma situação que a cidade não tem boas lembranças. O Dudu pode achar que ganharia com a aproximação com o Izzo, mas pode ser apenas os votos que ele imagina que o Izzo tenha na Câmara. Essa escolha é da cidade”, protesta.

O relatório final da CEI da Carne deverá ser discutido e votado pela Câmara na sessão da próxima segunda-feira. São necessários 11 votos para o documento ser aprovado. Os vereadores podem oferecer emendas ao texto.

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