Articulistas

Quais as formas de defesa?


| Tempo de leitura: 2 min

Ainda traumatizado pela odisséia por que passou quando do ataque ao espetacular arranha-céus de Nova York, o presidente George W. Bush valeu-se do encontro das oito mais importantes nações do universo para profligar o terrível terrorismo que o crime organizado implanta livremente onde pretende. Defendeu Sua Excelência ser imperiosa a necessidade de medidas governamentais urgentes que ponham paradeiro ou ao menos dificultem as ações dos terroristas, cujas atrocidades infelicitam e danificam os povos dos países, inclusive o Brasil, no qual a criminalidade está eliminando até autoridades como juízes de Direito, promotores de Justiça, delegados de polícia e outras, conforme tem sido divulgado pela mídia. Em Ribeirão Preto, essas autoridades, impressionadas com os assassinatos que têm ocorrido contra colegas em vários pontos do País (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Vitória) decidiram prevenir-se fisicamente para se defender das penosas investidas dos inimigos, seus revólveres e seus facões. A televisão tem mostrado locais preparados por tais autoridades para os exercícios físicos que os ponham em condições de enfrentar os criminosos e dar-lhes o corretivo que merecem. Nas dependências aprendem inclusive a usar corretamente as armas de fogo que as instituições e as leis lhes facultam. A iniciativa vale, sem dúvida, sendo bom que seja imitada pelas demais autoridades nacionais para que, quando preciso, tenham a felicidade de resguardar suas preciosas vidas, desviando das balas assassinas ou medindo forças físicas com seus opositores, pois nem sempre têm a ventura de ter a seu lado exemplares corajosos das polícias civis e militares para defendê-los ou mesmo para “morrer em seus lugares...”, sem inverdade alguma, temos de dizer, porquanto jornalista que preza a profissão só escreve verdades, somente verdades, nada mais que verdade, como se costuma dizer... Nem Homero pregou mentiras quando escreveu seu intuitivo poema sobre as aventuras de Ulisses ao voltar para sua querida pátria depois da sensacional tomada de Tróia. Se então, já não se mentia naquelas priscas eras muito menos se deve fazê-lo agora, quando mentir é crime punível com “outras mentiras...” Mas é inegável que se o problema da criminalidade descabida não puder ser eliminado já, urgentemente, pela intervenção do governo, a comunidade vai ter de recorrer religiosamente ao auxílio divino, pois somente suas forças poderão ter capacidade de salvar os homens executores das leis que regem as relações entre esse fenômeno e suas causas. Sem delegados para prender criminosos e magistrados para julgá-los como vai viver a sociedade...? É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

Comentários

Comentários