Política

Peemedebistas discordam da posição do presidente do partido sobre CEI da Carne

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Um grupo de militantes do PMDB, juntamente com dois representantes da Executiva Municipal do partido, distribuiu, ontem, uma carta criticando a postura do presidente da legenda, Alex Gasparini que manifestou apoio à manutenção do prefeito Nilson Costa (PTB) no cargo.

Os peemedebistas afirmam que o partido não foi consultado sobre a questão e que Alex deu uma posição pessoal sobre a crise envolvendo a compra de carne para a merenda escolar na cidade.

O manifesto é assinado por pelo menos 23 filiados, incluindo Benedito Pires e Ednaldo Costa da Silva, membros da Executiva. “O presidente do partido não fez nenhuma reunião a respeito da votação do relatório da CEI da Carne e não há nenhuma posição da legenda. Não concordamos com essa posição do Alex e entendemos que a definição é soberana da Câmara, que tem a responsabilidade de votar o relatório final da CEI”, citam.

Os militantes estão indignados com a ação de Gasparini. “Não tomamos posição em relação ao prefeito. A decisão é da Câmara e vamos respeitar a instituição que representa a sociedade e tem a missão de exercer esse papel”, mencionam.

A carta de repúdio é assinada também por Moacyr Zambom Jr., Futaro Sato, Celso Martha, Tidei de Lima, Acyr Santinho, Nicanor Amaro, Ana Maria Guedes, Fernando Monti, Luiz Amaro, Leandro Lopes, Brasília Galvão, Geraldo Scarabotto, José Antonio Guedes, Isaias Daiben, Rosa Maria Busch, José Carlos Augusto Fernandes, Mário Grabielli, Altair Polinário, Michel Miguel, João Francisco Tidei de Lima, Francisco Roberto Cardoso e Luiz Fernando Ribeiro.

A carta dá o tom da situação. “A Câmara vai se pronunciar sobre o episódio que ficou conhecido como escândalo da carne. Algumas figuras de expressão em nossa comunidade têm se manifestado, supostamente, em nome de uma coletividade, preocupadas com a governabilidade e o futuro da cidade. Os peemedebistas bauruenses, inconformados com a posição assumida pelo presidente da Executiva, de caráter pessoal e isolado, entendem que a governabilidade se subordina à honestidade, à moralidade e ao cumprimento da lei”, traz um trecho do documento.

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