Cultura

Concepção dos quadrinhos começou na era das cavernas

Da Redação
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A primeira concepção dos quadrinhos teve início na pré-história. De acordo com o professor Milton Nakata, os homens das cavernas utilizavam imagens em série para manifestar idéias e lembranças. “Eles faziam desenhos que simbolizavam suas ações, expectativas e, às vezes, contavam histórias”, diz.

O professor conta que, no Brasil, o interesse dos fãs pelos HQs aumentou com o trabalho desenvolvido pelo ilustrador Frank Muller, que recriou o Batman, revolucionado o estilo do desenho, o roteiro e a diagramação dos quadrinhos.

Atualmente, diversos filmes são baseados em personagens da HQs, como “X-Men”, “O Homem-Aranha” e “Hulk”. “Tudo o que se pensa é possível se conceber em forma de quadrinhos, mas antes filmar tais invenções era muito limitado. Hoje, com o avanço da tecnologia, isso já é possível”, enfatiza Nakata.

Embora os recursos tecnológicos possam ajudar a fomentar a divulgação das HQs, existem poucos segmentos que contribuem para a divulgação dos quadrinhos no Brasil. Nakata explica que até pouco tempo o País importava títulos dos EUA e Europa por preços baratos.

Além disso, o professor conta que muitos ilustradores brasileiros ainda seguem tendências européias e americanas. O mercado europeu, por exemplo, traz histórias do cotidiano e enredos medievais. Já o estilo americano enfoca super-heróis e histórias de ação.

Nakata cita como exemplo os trabalhos produzidos pelo quadrinistas bauruenses Greifo e Ronnie. “Não há dúvida que os artistas atingem nível profissional, mas percebo que suas produções têm forte característica narrativa e presença de super-heróis”, analisa.

“Apesar da qualidade definida de traços, acho que os ilustradores estão um pouco presos em HQs tradicionais”, comenta Nakata, que pôde conferir os quadrinhos confeccionados por Greifo e Ronnie por meio da Internet.

Na opinião do professor, a globalização e a comunicação virtual abriram as portas para que os quadrinhos se consolidassem como uma forma de mídia atrativa. “Virou moda e faz sucesso porque os recursos tecnológicos permitiram isso”, aponta.

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