Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Exportações

Muito tem se falado neste espaço da importância de se investir no potencial exportador das empresas brasileiras como fonte certa de resultados positivos para os empresários e para o País. No início deste mês, mais uma informação animadora referente a exportações já foi divulgada: a média das vendas externas cresceu 23,8% na primeira semana de junho (resultado de US$ 252,4 milhões) na comparação com a média registrada no mesmo período de 2002 (US$ 204 milhões).

• Milhões

Analisando os resultados obtidos neste mês diante da comparação com o ano passado, pecebe-se que trata-se do reflexo, principalmente, da expansão nas vendas de produtos básicos (58%) - que somaram US$ 77,2 milhões -, de semimanufaturados (55,2%), que totalizaram US$ 39,7 milhões, e de manufaturados (crescimento de 5,3%), passando de US$ 124,7 milhões para US$ 131,3 milhões. Como se vê, o que não falta são índices positivos.

• Destaque

De acordo com as informações divulgadas à mídia, os produtos de destaque foram o minério de ferro, soja em grão, carnes bovina, de frango e suína, farelo de soja, café em grão, ferro, aço, celulose, ferro-ligas, açúcar em bruto, couros, peles, alumínio em bruto, motores para veículos, laminados planos, polímeros de etileno/propileno, autopeças, calçados, bombas e compressores, móveis, pneumáticos e madeira compensada.

• Deflação

Continuando em ritmo de boas notícias para a economia brasileira, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apresentou deflação de 0,47% no primeiro decêndio (espaço de dez dias) do mês, comparado a uma alta de 0,01% na primeira prévia de maio. As informações são da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com peso de 60% no IGP-M, o Índice de Preços no Atacado (IPA) caiu 0,83%, após uma queda de 0,30% na prévia anterior. O IPC, que representa 30%, apresentou inflação de 0,16% após uma alta de 0,61%.

• FGTS

A simplificação das regras para o pagamento das perdas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve ser formalizada nos próximos dias, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá assinar um decreto que beneficiará os trabalhadores que desistiram de ações na Justiça para cobrar a diferença. A correção se refere aos planos econômicos Verão (16,65%) e Collor 1 (44,8%). Um número muito grande de pessoas será atingido pelo benefício.

• Perdas

O Ministério do Trabalho avalia que, em todo País, a medida beneficiará mais de 610 mil pessoas que já assinaram o acordo (formulário azul), mas até agora não puderam sacar o dinheiro. Isso significa a possibilidade de injeção de R$ 460 milhões na economia ainda neste ano, segundo o ministério. Desde que as perdas do FGTS começaram a ser pagas, em junho do ano passado, somente 27 mil pessoas que desistiram de ações na Justiça conseguiram receber o dinheiro ou o crédito na conta do fundo.

• Sem burocracia

O grande problema seria a burocracia - muito grande - para o pagamento. Somente depois da Justiça homologar a desistência da ação pelo trabalhador é que a Caixa Econômica Federal pode pagar ou creditar a diferença na conta do titular do FGTS. Mas o decreto vai servir para assegurar o pagamento imediato a quem assinou o formulário azul. Em lugar de significar a homologação pela Justiça, o ato de assinatura passará a caracterizar a desistência da ação.

• Expurgos

O governo avaliou juridicamente a possibilidade de fazer a simplificação dos procedimentos para evitar riscos para o fundo. A partir do próximo mês, a Caixa começará a pagar os expurgos aos trabalhadores que têm acima de R$ 5 mil e até R$ 8 mil para receber. O pagamento é parcelado em sete vezes. Em janeiro de 2004 começarão a ser efetuados os créditos acima de R$ 8 mil, e o pagamento também será dividido em sete parcelas semestrais.

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