Tribuna do Leitor

Indústria da multa


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Foi com um misto de espanto e indignação que no dia 6/6/2003, recebi através do Correio uma notificação/guia de recolhimento-multa (sem cinto de segurança). Uma arbitrariedade em todos os seus pontos, pois, em se tratando de multa/guia trata-se de uma imposição não nos dando, de imediato, o direito de se defender. No caso de um recurso, o mesmo será analisado pela própria Emdurb em conluio com a Prefeitura Municipal que instituíram essa promissora e rendosa indústria.

Na verdade a referida autarquia, juntamente com o governo, darão crédito aos policiais que no caso atuam como entes arrecadadores. Será minha palavra contra a deles.

Fui autuado (pela segunda vez) na esquina da avenida Duque com rua Ezequiel (lá existe um semáforo) por que não me deram sinal para estacionar e lavrar a multa? E se eu estivesse vestindo uma camisa preta ou azul marinho, o que dificultaria a visualização da suposta infração? Digo suposta porque sou um cidadão de 64 anos, fui criado com a consciência do dever de respeitar as leis e cumpri-las. Além do que causa-me estranheza se tratar da segunda multa no mesmo local e efetuada pelo mesmo policial.

Tenho certeza absoluta de não dirigir sem o devido cinto, pois isso já há muito tornou-se um hábito. Julgo que todas as multas - com exceção dos radares - deveriam conter o ciente dos autuados. Com a palavra o prefeito, o comandante do trânsito e diretor da Emdurb. (Enéas Noronha Ribeiro - RG 2.901.664-2).

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