• Telefonia
Pensar na telefonia fixa com a versatilidade do sistema pré-pago é uma situação que atrai a maioria das pessoas. A partir de 2006 essa idéia pode se tornar realidade, quando será possível ter um telefone fixo com pagamento por cartões - como acontece atualmente com celulares do tipo pré-pago. O serviço, que está sendo chamado no governo de “acesso individual de classe especial”, deve ter assinatura de até 35% do valor usado na telefonia fixa. Hoje esse valor seria de aproximadamente R$ 9,00.
• Metas
O novo modelo foi incluído pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) que as operadoras de telefonia fixa terão de cumprir a partir de 2006 até 2026. Portanto, este “sonho de consumo” para os “fanáticos” em falar ao telefone ainda deve demorar para se tornar real. O sistema também prevê que quem ligar de um telefone fixo comum para o novo tipo pagará mais. Além disso, 10% dos valores gastos em ligações de classe especial serão revertidos para o dono da linha na forma de créditos na conta.
• Agronegócios
Não é à toa que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem direcionado tanta atenção e exaltado o setor de agronegócios como grande gerador de resultados positivos para o Brasil. As exportações brasileiras do setor atingiram volume financeiro recorde no acumulado de janeiro a maio deste ano. Os dados divulgados pela Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento mostram que no acumulado do ano as vendas externas do setor somaram US$ 11 bilhões.
• Superação
Esse resultado significa um aumento de 38% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor supera o recorde anterior de US$ 9 bilhões, em 1997 e 2001. O volume embarcado também foi o maior da série histórica, iniciada em 1989: foram 26,5 milhões de toneladas. Segundo a secretaria, o desempenho foi puxado principalmente pelas vendas do complexo de soja, papel e celulose, café, complexo de carnes, frutas e sucos de frutas.
• Produção
Com um notável nível de produção dos mais diversos produtos agrícolas no País, o superávit da balança comercial do agronegócio nos cinco primeiros meses deste ano alcançou US$ 9,05 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 48,3% em relação a 2002. As vendas para a União Européia cresceram 35,2% no período. Os embarques para o Nafta subiram 24,7%; para a Ásia, 93,2%; para a Europa Oriental 37,4% e para o Oriente Médio o crescimento foi de 43%.
• Exportações
No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações do setor de agronegócios atingiram US$ 27,9 bilhões, recorde histórico para esses períodos e 22% superior ao total embarcado nos 12 meses anteriores. As previsões são de que o superávit comercial do setor crescerá em torno de 19% neste ano e atingirá US$ 24 bilhões, segundo estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. As exportações de agronegócios devem totalizar cerca de US$ 28,7 bilhões.
• Indústria
Apesar de mais tímidos, bons resultados também foram registrados em abril nas vendas reais da indústria, com ajuste sazonal. Houve um pequeno crescimento de 0,36% em relação a março, mas para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulga os dados, o aumento no faturamento está longe de representar um reaquecimento do setor. Por outro lado, houve queda de 5,28% na comparação com o mesmo mês de 2002.
• Juros
Contudo, os dados não trazem surpresa, já que ninguém esperava uma retomada do crescimento da indústria em função dos juros elevados. Para junho são esperados resultados semelhantes. Técnicos da CNI afirmam que a retomada do crescimento da indústria está condicionada a uma queda da taxa básica de juros, atualmente em 26,5% ao ano, seu maior patamar em quatro anos.