Política

Manifesto do PSTU defende a Processante para Nilson

Da Redação
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A direção municipal do PSTU divulgou ontem um manifesto sobre a crise institucional e política da atual administração municipal. O documento posiciona-se a favor da abertura da Comissão Processante (CP) para o prefeito Nilson Costa (PTB) e a cassação de seu mandato.

Para a direção do partido, a crise institucional manifesta-se com a paralisação total da administração, “na queda de braço” entre Executivo e Legislativo, e na reorganização política das elites do município.

“Por sua vez, para não perder o dedo, o prefeito propõe-se a perder os anéis, retomando iniciativas políticas clientelísticas e demagógicas, apelando para ‘as forças vivas e político-partidárias da cidade’, em um falso governo de união municipal”, avalia o comando do PSTU.

Os militantes da legenda afirmam que o clima de “moralização” na Câmara Municipal reflete as disputas políticas entre setores da elite econômica da cidade e, principalmente, uma indignação crescente dos trabalhadores com os rumos da política municipal.

“A posição do PSTU é muito nítida sobre o assunto: cassação do prefeito. No plano legislativo, isso significa exigir dos vereadores a aprovação da Comissão Processante contra o prefeito”, pede o manifesto.

Na avaliação do partido, os depoimentos na comissão de inquérito sinalizaram o grau de corrupção na prefeitura. “A exposição de Nilson Costa mostrou sua tentativa de ‘lavar as mãos’ sobre os acontecimentos.”

O comando do PSTU acha que o prefeito procura retomar a iniciativa política para enfrentar a possível cassação. “Isso ocorre em meio ao desgaste crônico de sua imagem junto à população e à perda de base política no legislativo municipal.”

O manifesto também acusa de omissão os vereadores do PT e do PC do B. “Essa é a nítida impressão que temos dos dois vereadores que, teoricamente, deveriam representar política e ideologicamente os trabalhadores na Câmara Municipal.”

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