Tribuna do Leitor

Contra essa reforma da Previdência, em defesa da escola pública, do emprego e do salário


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Foi vergonhosa a passagem do governador Alckmin pela nossa cidade. O que se viu foi àquela prática malufista, tapinha nas costas, beija-mão e fotografias. Enquanto isso, o governador fazia a festa com o dinheiro público, esbanjando verbas para os prefeitos. Festa de nababos no reino dos bruzundungas, como dizia Lima Barreto. Chalita, o secretário da Educação, mais uma vez, fez seus belos discursos, que não enchem barrigas e muito menos o tanque de gasolina dos professores. Nas escolas, a dura realidade, falta uma proposta séria de participação do Conselho, para a indisciplina dos alunos, escolas pichadas, xingamentos e uma merenda escolar que deixa muito a desejar. Dos 20 itens, as escolas recebem apenas oito, no máximo. O período noturno, há vários meses sem merenda, felizmente aqui em Bauru, a urgente e necessária cassação do prefeito municipal.

Em março, a Apeoesp realizou a primeira paralisação dos professores, e no dia 15 de maio, a segunda. Precisamos urgente que nossas reivindicações sejam atendidas, não podemos aceitar o reajuste zero e mais o confisco de 5% dos salários dos professores, na reforma da previdência, enviada pelo governador à Assembléia Legislativa.

Ao professor cabe a vergonha na cara, não podemos ficar rastejando por causa de um bônus. Não podemos agir como galinhas, que se contentam com migalhas jogadas ao chão. Somos águia, professores e educadores, não queremos uma escola pobre para os pobres. Podemos e necessitamos alçar vôos mais altos e mais nobres. Fica aqui o convite para uma nova paralisação na segunda quinzena do mês de junho. Pois, na música do poeta Renato Russo, está a ,mensagem que todos devemos testemunhar. “Quem acredita sempre alcança”. (Leonam Loureiro da Silva - professor e conselheiro regional dos professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo - RG 13.326.003)

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