Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Auditores

O movimento de protesto/paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal em Bauru terminou ontem sem tumultos. A paralisação ocorreu em âmbito nacional e foi motivada pelo descontentamento da categoria em relação às mudanças que constam no texto da reforma da Previdência no que diz respeito aos servidores públicos. O movimento durou dois dias e até ganhou o apoio de contribuintes que foram até a Delegacia da Receita Federal (DRF) em Bauru à procura de atendimento. A afirmação é do titular da DRF. Celso Gomes Pegoraro.

• Apoio

De acordo com Pegoraro, durante o protesto que os auditores fizeram na manhã de anteontem, em frente à sede da Receita (na quadra 7 da rua Bandeirantes), algumas pessoas chegaram à delegacia. “Algumas dessas pessoas, apesar de terem ficado descontentes com a falta de atendimento, apoiaram os manifestantes. O protesto deles foi muito bem recebido pela sociedade”, afirma o delegado da Receita. De acordo com Pegoraro, para o próximo dia 18 os auditores já programaram uma nova paralisação.

• Prejuízos

A Delegacia da Receita Federal (DRF) não possui um levantamento quantitativo em relação às atividades que ficaram suspensas durante os dois dias de paralisação (quarta-feira e ontem). “É claro que o andamento das coisas foi bastante prejudicado, porque em situações normais já temos falta de funcionários. Mas eles estão protestando por direitos adquiridos, é preciso compreensão”, observa Celso Gomes Pegoraro.

• Automóveis

Após a queda recorde nas vendas das montadoras verificada em maio, o governo voltou a avaliar a concessão de incentivos para os proprietários de veículos com mais de dez anos de uso trocarem de carro. O incentivo faz parte do programa Carro do Trabalhador, que poderá ser lançado pelo governo federal com o objetivo de aquecer a produção da indústria automobilística. O programa deverá ser dividido em duas linhas de atuação.

• Bônus

A primeira linha será destinada aos proprietários de veículos com mais de dez anos de uso. O projeto prevê que eles recebam um bônus em dinheiro ou incentivos fiscais para trocar de carro. Se o incentivo vier em forma de dinheiro, o montante será utilizado como entrada na compra de um carro zero. A segunda frente de atuação criará uma linha de crédito especial para as pessoas que não possuem carro. Essa linha seria utilizada para a compra de carros a preços reduzidos, prazos maiores e juros menores.

• Juros menores

Segundo informações divulgadas à imprensa, as financeiras das próprias montadoras poderão se integrar ao programa, oferecendo taxas de juros menores que as cobradas no mercado. O programa de renovação da frota de automóveis ainda está sendo discutido nos bastidores do governo e da indústria automobilística. O grande mérito do programa Carro do Trabalhador é que ele poderá salvar a indústria automobilística, que atravessa o pior desempenho em vendas para o mercado interno dos últimos dez anos.

• Incentivo

Em maio, as montadoras venderam 106.643 veículos, o pior resultado dos últimos dez anos para este mês. Algumas já começam a reduzir o ritmo de produção. Uma das idéias do Carro do Trabalhador é incentivar a compra do carro zero, desenvolvido com tecnologia nacional e que utilize álcool e gasolina como combustível. Para isso deve ser criada uma câmara setorial do setor automotivo, que debaterá políticas de financiamento, incentivo à produção e à venda de veículos novos e de componentes projetados e desenvolvidos no Brasil.

Comentários

Comentários